Congresso de auditores internos debate corrupção
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sábado, 17 de outubro de 2015
Nelson Bortolin<BR>Reportagem Local 
Com a participação do ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Valdir Simão, e do procurador da República e coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, o Instituto dos Auditores Internos do Brasil IAA realiza em Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) o Congresso Brasileiro de Auditoria Interna - Conbrai 2015. O evento começa no domingo e vai até quarta-feira, no Expotrade Convention Center.
Em meio ao Petrolão, que, além de políticos, levou para a cadeia os donos das maiores empreiteiras do País, a figura do auditor interno ganha mais importância. Na opinião da superintendente do IAA, Cristiane Esmeraldo, os brasileiros estão fartos da corrupção. "Auditoria interna não garante que não vá haver corrupção, mas auxilia a empresa a avaliar seus processos, seus controles, mitigando o risco de corrupção", declara.
Mas, segundo ela, não adianta ter uma auditoria interna se o auditor não tiver "princípios morais" e independência. "Sendo ético e tendo autonomia, ele poderá ajudar a empresa a combater as fraudes", avalia.
De acordo com Cristiane, cresce o número de empresas que criam suas áreas de auditoria interna ou terceirizam essa função. Mas falta capacitação para o profissional no País. "É uma profissão um pouco carente de profissionais bem capacitados. Temos trabalhado essa questão", conta.
Ela ressalta ainda que o Brasil precisa combater a grande corrupção, mas também a pequena. "A própria CGU vem fazendo campanhas neste sentido, para evitar que o brasileiro, por exemplo, falsifique carteira de estudante para pagar meia entrada em eventos", declara. O problema, na opinião dela, é cultural e "pode ser que existam muitas empresas, cuja alta administração não dá importância à questão da ética".
A expectativa é que o Congresso reúna mais de 600 profissionais. Serão mais de 30 palestras (confira algumas das principais no quadro).


