Um estudo feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em convênio com o Banco Mundial mostra o impacto dos congestionamentos na economia urbana em dez cidades brasileiras, considerando os custos da poluição, dos ônibus em excesso e do desperdício de tempo, de combustível, de dinheiro e de vida dos passageiros e motoristas.
Nas dez cidades estudadas - Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, João Pessoa, Juiz de Fora, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro -
o custo do desperdício gerado pelos engarrafamentos é de R$ 500 milhões. Os usuários de automóveis nas dez cidades gastam 240 milhões de horas nos congestionamentos e poderiam economizar 251 milhões de litros de gasolina se não ficassem tanto tempo parados.
Segundo Fernando Rezende, presidente do Ipea, o dinheiro desperdiçado com os congestionamentos contribuiu para aumentar o custo Brasil. Um outro estudo feito também pelo Ipea em algumas empresas da região Metropolitana de São Paulo mostrou que há uma perda de 14% a 20% da produtividade quando o empregado gasta de 40 a 80 minutos nos congestionamentos.
O trânsito de melhor qualidade é o de Brasília. Os habitantes da cidade conseguem uma velocidade média de 44 km/h nos momentos de pico. Mesmo nos horários mais tumultuados, 68% das vias de Brasília estão ociosas. Em Juiz de Fora, Curitiba e Porto Alegre também se destacam pela qualidade no trânsito.
Em compensação, no Rio de Janeiro a velocidade média dos carros é de 23 km/h e a dos ônibus 17 km/h, números semelhantes aos de São Paulo. Os cariocas gastam, em média, 30% a mais de tempo para chegar em casa depois do trabalho.
Só em São Paulo, os congestionamentos geram um desperdício de R$ 350 milhões por ano. Presos nos engarrafamentos, os paulistanos perdem 200 milhões de horas e desperdiçam quase o mesmo número em litros de gasolina.
Segundo o estudo do Ipea, o sistema viário de São Paulo está saturado. A velocidade média ponderada dos automóveis no pico da tarde é de apenas 17 km/h. ‘‘Com isso, os paulistas ficam presos no trânsito mais da metade do tempo que gastam para voltar para casa’’, diz o trabalho. ‘‘A situação em São Paulo é tão crítica quanto a de Tóquio (Japão) ou de Jacarta (Indonésia)’’, afirmou Iêda Maria de Oliveira Lima, coordenadora do estudo.Arquivo FolhaTrânsito de Curitiba, com o de Juiz de Fora e Porto Alegre, é destaqueAgência Folha

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