Em contrapartida, Maurice Costin, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), mesmo admitindo que ninguém sairá ganhando com um cenário de guerra, concorda com o ministro Furlan sobre a possibilidade de que os países árabes reduzam suas compras de produtos norte-americanos, abrindo espaço para exportadores brasileiros. ''Poderemos ampliar nossas vendas para os países árabes de produtos industrializados, frangos, alguns cortes de carnes e alimentos congelados, por exemplo'', diz Costin.
O diretor da Fiesp considera ainda que outro efeito positivo para o Brasil decorrente da expectativa de guerra é o aumento dos preços internacionais de commodities. ''Somos grandes exportadores de diversas commodities, como soja'', lembra Costin. De acordo com o ministro Furlan, o País poderá também tirar partido do possível boicote dos norte-americanos a produtos da França e Alemanha, cujos governos têm se manifestado contra as posições de Washington em relação ao Iraque.

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