Conflito EUA-Iraque não afeta preço de petróleo, diz ministro
O conflito entre os Estados Unidos e o Iraque não deve ter influência a curto prazo nos preços dos combustíveis no Brasil. Segundo o ministro de Minas e Energia, Raimundo Brito, um eventual aumento dos preços do petróleo no mercado internacional, motivado pelo bombardeio norte-americano em Bagdá, também não deve aumentar os gastos com a importação de petróleo nem afetar as metas de superávit previstas no Programa de Estabilidade Fiscal.
De imediato não há nenhum efeito, nem comprometimento, quer seja no nosso abastecimento, quer seja nas nossas metas, garantiu o ministro. O governo conta com os preços baixos do petróleo internacional para garantir o superávit anual de R$ 4,95 bilhões no setor de petróleo e derivados.
Nas últimas semanas o preço do óleo vem caindo rapidamente. No início do ano o barril do petróleo estava custando US$ 16,00 e esta semana já estava em cerca de US$ 11,00.
Segundo o ministro, o País vem conseguindo reduzir os custos com a importação de petróleo nos últimos anos, em função do aumento da produção interna e da queda nos preços do petróleo no mercado externo.
Nos últimos anos, temos importado em média US$ 6 bilhões por ano de petróleo e derivados e vamos fechar este ano com US$ 3,6 bilhões, ressaltou. O ministro ressaltou que o cenário pode mudar caso os bombardeios se prolonguem, transformando o cenário atual em uma guerra.
A continuidade ou não do conflito poderá gerar
desdobramentos no mundo do petróleo, disse. Temos que aguardar os desdobramentos para ver a extensão disso. Não quero imaginar a hipótese que a guerra vá se prolongar por um longo tempo, pois os conflitos hoje são eletrônicos.
O ministro participou ontem da cerimônia de assinatura dos contratos de construção da terceira linha de transmissão que liga Itaipu a São Paulo. Com esta linha, o governo quer evitar que a queda de torres possa causar mais blecautes na região Sudeste.
Nós vamos oferecer mais confiabilidade ao setor elétrico brasileiro, disse o presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio.
A obra, que ligará os 585 quilômetros entre Ivaiporã (PR), Itaberá (SP) e Tijuco Preto (SP), custará R$ 393 milhões e deverá estar pronta em fevereiro do ano 2000. Segundo o Ministério de Minas e Energia, serão criados 3,1 mil novos empregos na obra.
O trecho da linha de transmissão entre Foz do Iguaçu e Ivaiporã já está em fase final de construção e entrará em funcionamento em janeiro.Arquivo FolhaSob controleO ministro Raimundo Brito: de imediato, não há nenhum efeito no nosso abastecimentoAgência Estado





