Brasília - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, confirmou ontem que o governo fechou em R$ 510 o valor do novo salário mínimo que entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2010 e será definido por medida provisória. A proposta do governo encaminhada ao Congresso previa um salário mínimo de R$ 507.
O novo valor foi fechado em uma reunião que Paulo Bernardo teve na tarde de ontem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Base Aérea de Brasília, da qual participou também o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.
Pela manhã, Bernardo disse que a definição do mínimo em R$ 510 irá facilitar questões operacionais da vida dos aposentados. Ele lembrou que muitos aposentados recebem o benefício nos caixas eletrônicos dos bancos, o que torna ''muito difícil'' pagar um valor quebrado. ''O valor de R$ 510, embora tenha um impacto maior nas nossas contas, resolve o problema. Mas é uma decisão do presidente'', reafirmou.
Bernardo explicou ainda que a diferença entre os R$ 507 propostos no Orçamento e os R$ 510 terá um impacto adicional de R$ 600 milhões. Segundo ele, cada real acrescentado ao valor do mínimo significa um impacto adicional de R$ 200 milhões nas contas do governo.
O ministro disse que o governo tem recursos para pagar essa diferença, caso o presidente opte pelo valor de R$ 510. ''Fizemos ajustes e o relator contribuiu com isso. De maneira que, havendo essa decisão do presidente, será feito'', afirmou.
O ministro disse ainda que há a possibilidade de a medida provisória que irá definir o novo valor do mínimo conter também o reajuste para os benefícios da Previdência que tem valor superior ao do salário mínimo. Lembrou, no entanto, que ainda não há acordo com as centrais sindicais sobre o tema. Segundo ele, o reajuste para os benefícios seria de aproximadamente 2,5%.

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