CONFIRA AS OPÇÕES DO MERCADO
•Fundos DI: no cenário de declínio dos juros, podem perder a atratividade. A remuneração vai cair junto com as taxas no mercado, porque esses fundos estão atrelados a esse movimento. Quem está nesses fundos e ainda pretende manter o dinheiro aplicado por pelo menos quatro meses (período necessário para não ter perdas por causa da cobrança do IOF de 0,38%) pode ganhar com migração para um fundo de renda fixa
•Fundos de renda fixa: esses fundos, em especial os de 60 dias, costumam ficar atraentes com o recuo dos juros. A idéia é que a cada queda das taxas o investidor ganhe com os papéis comprados pelo administrador anteriormente por taxa mais alta. Fernando Antônio Hadba, diretor de Operações da Santos Asset Management, sugere duas opções para incrementar o rendimento: aplicar em fundos de renda fixa que têm na carteira, além de títulos públicos, papéis prefixados e/ou fazem operações prefixadas no mercado futuro ou, com uma exposição um pouco maior ao risco, aplicar em carteiras de fundos que são mais agressivos na compra de papéis de empresas e instituições com maior risco
•Fundos derivativos: voltam a ser opção para o investidor que quer ampliar o ganho oferecido na renda fixa, com certa exposição ao risco. Roberto Lara Nogueira, diretor do Plural Fundos de Investimento, considera interessante a migração para um desses fundos
•Fundo cambial: indicado apenas como atitude defensiva de quem quer ter o capital referenciado em dólar, mas não é esperada oscilação cambial importante
•Ações: como já subiu bastante este ano, a Bolsa de Valores tende a alternar altas e baixas. Mas, no médio e longo prazo, a perspectiva é de ganhos, segundo analistas. Hadba considera interessante investir parcela do capital nesse mercado, com a perspectiva de longo prazo. Como porta de entrada para iniciantes, ele sugere os fundos IBovespa passivos
•CDBs: embora sejam aplicações prefixadas, devem ser evitados. Se tiverem prazo de 30 dias, ficam expostos ao IOF, agora, ou à CPMF, a partir de meados de junho
•Caderneta: é isenta de Imposto de Renda e de IOF, mas ainda assim rende menos que os fundos de renda fixa. É opção apenas quando o investidor não tem acesso aos fundos

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