Brasília - A confiança do empresário industrial recuou no segundo trimestre de 2008, após quatro trimestres seguidos de alta, segundo dados divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O motivo da queda é a ''deterioração nas condições da economia brasileira'' e a redução do otimismo em relação ao futuro. O índice de confiança ficou em 59 pontos em uma escala de zero a 100 (números acima de 50 representam que a confiança ainda é positiva). Isso representa uma redução de três pontos na comparação com a pesquisa do trimestre anterior (62 pontos), divulgada em abril.
Em relação à pesquisa publicada um ano atrás (em julho de 2007), o recuo é de 1,3 ponto percentual. A confiança também está no patamar mais baixo desde o levantamento de outubro de 2006, quando estava em 56,6 pontos.
A CNI informa que o dado é preliminar, já que a pesquisa foi prejudicada pela greve dos Correios. Apenas pouco mais da metade das empresas selecionadas (936 de 1.490 entidades) responderam ao questionário, enviado por carta. Segundo a CNI, houve queda na confiança em todos os portes de empresas.
O maior recuou foi nas grandes companhias. Na comparação com a divulgação de abril, o índice relativo às grandes empresas registrou recuo de 4,1 pontos percentuais. O menor recuo foi registrado entre as empresas de menor porte, de 1,8 ponto.
''A análise dos dados preliminares indica que a redução na confiança dos empresários decorre, sobretudo, da pior avaliação das condições atuais da economia brasileira'', diz a CNI.
Esse indicador específico recuou para 47,3 pontos em julho. Por estar abaixo dos 50 pontos, ele indica pessimismo dos empresários. A pesquisa foi realizada entre 26 de junho a 21 deste mês.

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