Confiança do consumidor volta a crescer
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - O Índice de Confiança do Consumidor interrompeu uma sequência de quedas em setembro e chegou ao maior nível desde fevereiro, com 114,2 pontos. No entanto, a alta de 1% não foi suficiente para ultrapassar a média dos últimos cinco anos, de 114,9 pontos, como foi divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na Sondagem de Expectativas do consumidor.
Para os especialistas ouvidos pela Folha, os principais motivos que levaram a melhorar a confiança do consumidor foram a diminuição da escalada do dólar, o Programa Minha Casa Melhor que permite a compra de móveis e eletrodomésticos, a redução dos índices inflacionários e a antecipação do 13º salário através de linhas de crédito. Com este cenário, a previsão é que o Natal tenha crescimento de vendas acima do registrado no ano passado.
O Índice de Confiança do Consumidor começou o ano com 117,9 pontos, caiu para 116,2 em fevereiro e encerrou o primeiro trimestre com uma queda mais acentuada em março, para 113,9 pontos. Em abril, não houve variação e, nos meses seguintes, o indicador continuou o recuo, para 113,4 pontos em maio, 112,9 pontos em junho e para 108,9 pontos em julho.
O diretor comercial da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Marcelo Ontivero, disse que as ações do Banco Central para minimizar a alta do dólar também ajudaram a aumentar a confiança do consumidor. O Programa Minha Casa Melhor também alavancou a venda da linha branca e de eletrodomésticos, segundo ele. Para o consultor econômico da Associação Comercial do Paraná (ACP), Cláudio Shimoyama, a redução da inflação e a volta do crescimento do emprego também influenciaram o índice apurado pela FGV.
O professor de Economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Vanderlei Sereia também concorda que alguns motivos que melhoraram a confiança do consumidor foram a queda do dólar e a antecipação do 13º salário.
Para que o consumidor estivesse mais confiante, segundo os três especialistas, seria necessário que o governo estimulasse o emprego e investisse em infraestrutura, o que geraria um ciclo virtuoso na economia. Além disso, eles defenderam que o governo teria que realizar mudanças nos gastos públicos e direcionar a política econômica de forma mais contundente. Outras ações seriam conter ainda mais os índices inflacionários e promover a recuperação da renda, por meio de aumentos reais nos salários e com o aquecimento do consumo.
Natal
Marcelo Ontivero, da Acil, acredita que as vendas de Natal tenham um crescimento superior aos 5% registrados no ano passado. Cláudio Shimoyama da ACP disse que os comerciantes estão otimistas. A previsão dele é que as vendas natalinas fiquem acima dos 6% obtidos em 2012. Segundo ele, isso será possível porque o Produto Interno Bruto (PIB) voltou a apresentar crescimento e a inflação diminuiu.
Os principais indicadores da economia estão sinalizando que ficarão estáveis e isso deve aquecer o consumo, disse Sereia. Segundo ele, espera-se vendas do comércio maiores que em 2012. (Com agências)


