São Paulo - Os consumidores de menor poder aquisitivo foram os que mais contribuíram para a queda de 9,08% no Índice de Confiança do Consumidor (ICC) deste mês, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). O ICC caiu de 124,4 pontos em maio para 113,1 pontos, uma redução de 11,3 pontos. O índice obedece uma escala que de 0 a 200 pontos e a pontuação abaixo de 100 é classificada como um quadro pessimista.
''O ICC de junho, relativo às pessoas com renda até 10 salários mínimos, caiu 12%, enquanto entre os que ganham acima de 10 salários a retração foi bem menor, de 3%'', afirmam os técnicos da assessoria econômica da Fecomercio-SP.
Os economistas da entidade indicam três fatos que ajudaram a derrubar a confiança do consumidor, fazendo com que o índice registrasse a segunda pior marca do ano, atrás apenas do resultado de abril (105,2). O primeiro fator, e mais relevante, foi a divulgação da taxa de desemprego, que continua elevada nas regiões metropolitanas, ainda que o nível de atividade interna esteja se recuperando.
Outro aspecto está relacionado ao mercado financeiro, que foi afetado pelas fortes oscilações da bolsa de valores e pelo aumento da taxa de câmbio, que forçou o Banco Central a agir para controlar a inflação. O terceiro fator foi a turbulência do cenário externo.''

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