Confiança do consumidor dispara
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Agência Estado 
Rio de Janeiro - Impulsionado por uma onda de otimismo, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) disparou em outubro e atingiu o nível mais alto de sua série histórica, iniciada em setembro de 2005. O indicador subiu 3,5% este mês, em comparação com setembro, bem acima do resultado do mês passado, quando caiu 0,3%. Segundo a análise da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o bom humor do consumidor se origina da expectativa de continuidade do crescimento econômico, que tem influenciado positivamente o mercado de trabalho.
Calculado a partir de entrevistas em mais de 2.000 domicílios, em sete capitais, o ICC tem uma escala de pontuação entre 0 e 200 pontos. Quanto mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor. Os dados de outubro foram coletados entre os dias 1 e 22 e, em relação a setembro, a pontuação subiu de 109 para 112,8. O indicador é dividido em dois subitens: o Índice de Situação Atual, que subiu 1,8% em outubro; e o Índice de Expectativas, que teve elevação de 4,3%.
''As expectativas do consumidor estão muito elevadas e puxaram para cima o resultado do ICC'', afirmou o coordenador de sondagens conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), Aloisio Campelo. Ele destacou a avaliação especialmente positiva do consumidor em relação ao mercado de trabalho. Na avaliação de Campelo, com a melhora do nível de emprego, o consumidor finalmente sentiu os efeitos positivos do crescimento econômico. Isso conduziu a um aumento no poder aquisitivo, e renovou as esperanças de que o bom cenário continue pelos próximos meses.


