Rio de Janeiro - Sob impacto de expectativas menos otimistas em relação ao futuro da economia, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) registrou queda de 1,9% de março para abril deste ano, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Os dados revelam que o consumidor está mais descrente com relação ao futuro da economia no local onde vive, das finanças das famílias e das compras de bens duráveis a serem feitas. O indicador da FGV que combina essas três variáveis, batizado de índice de expectativas, caiu 4,7% de março para abril.
Já o indicador que avalia a situação presente da economia local e as finanças das famílias no momento da pesquisa subiu 4% na mesma comparação. O Índice da Confiança do Consumidor da FGV agrupa esses cinco quesitos - os três em relação ao futuro e os dois sobre a avaliação atual.
Para Aluísio Campelo, coordenador de análise econômica da FGV, a expectativa futura do consumidor estava superestimada desde o final do ano passado e sofreu o que ele chama de ''uma acomodação, um ajuste''. ''A expectativa positiva que havia no final de 2006 já se realizou. O que temos agora é um otimismo moderado'', disse Campelo.

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