Rio – A confiança do comércio subiu 4,3 pontos na passagem de abril para maio, na série com ajuste sazonal, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV) Com o resultado, o índice chegou a 70,9 pontos, o maior nível desde junho de 2015 (72,6 pontos). O avanço foi puxado pelas expectativas e atingiu 12 dos 13 segmentos investigados pela instituição, à exceção de veículos.

A redução do pessimismo dos empresários do comércio é atribuída à mudança de governo, mas está "sujeita a confirmações", afirmou Aloisio Campelo, superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV. Para ele, é preciso que as medidas apresentadas pela equipe do presidente em exercício Michel Temer (PMDB) sejam aprovadas pelo Congresso para que haja retomada no índice de confiança.

"A economia ainda está sujeita a sobressaltos. Para melhora mais consistente (na confiança), tem de se confirmar a aprovação de medidas do governo. Eventualmente, a redução da taxa de juros pode ajudar", disse Campelo. "A diminuição do pessimismo leva a uma postura mais favorável, mas essa posição está sujeita a confirmações."

O superintendente notou que ainda não há um sentimento de otimismo entre os empresários. O que a sondagem mostra é a redução do pessimismo, embora haja espaço para uma recuperação da confiança à frente.

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