Confiança do agronegócio recua no 2º trimestre
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Agência Estado 
São Paulo - O Índice de Confiança do Agronegócio caiu 10,9 pontos no segundo trimestre ante o primeiro, medindo agora 91,8 pontos em uma escala de 0 a 200. O índice, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), havia somado 102,7 pontos no trimestre anterior.
"Único setor que ainda resistia à onda pessimista que afeta a economia brasileira, o agronegócio saiu de uma condição neutra/otimista no 1º trimestre para pessimista no 2º trimestre de 2014", disse o Departamento de Agronegócio (Deagro) da Fiesp em nota. Conforme a entidade, todos os elos da cadeia apresentaram variação negativa.
Quanto à indústria pré-porteira (de insumos), o indicador caiu de 85,8 pontos para 84,3 pontos. "Há uma percepção de piora em todos os segmentos da indústria. Isso ocorreu mesmo naqueles mais otimistas, como revendas e bancos, que agora estão menos confiantes quanto à situação presente e futura dos negócios", destaca a Fiesp.
Em relação à indústria pós-porteira (empresas de logística, tradings e indústria processadora), o índice caiu de 108,7 para 88,9 pontos. Conforme a Fiesp, a avaliação foi influenciada pela queda da taxa de câmbio e a desaceleração da economia, com reflexos no enfraquecimento da demanda dos produtos finais do agronegócio (tanto alimentos como biocombustíveis).
O aumento do índice de confiança do produtor pecuário - que subiu de 93,7 pontos no primeiro trimestre para 98,1 no segundo - segurou a queda no índice agropecuário. Os pecuaristas estão mais otimistas com a "região" e com o "setor" em que atuam, tanto na pecuária de corte como de leite, sendo os fatores que mais contribuíram para melhorar o indicador de confiança da pecuária, disse a Fiesp.
Já entre os produtores agrícolas, o resultado negativo foi influenciado principalmente pelos produtores de cana-de-açúcar e laranja. A preocupação também foi com custos de produção. Agricultores, em especial os produtores de grãos e café, se mostram otimistas.


