Confiança de industriais na economia piora um pouco
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de maio de 2002
Agência Folha 
São Paulo - O índice de confiança dos industriais brasileiros na economia do país piorou no primeiro trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior e na comparação com os primeiros três meses de 2001, segundo a Sondagem Industrial realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).
O índice total de confiança dos empresários industriais ficou em 58,9 pontos na pesquisa realizada no primeiro trimestre deste ano, contra 59,9 pontos no último trimestre de 2001 e em 60,7 pontos nos três primeiros meses do ano passado.
Entre as grandes empresas, o índice ficou em 61,4 pontos, após ter registrado 61,9 pontos no trimestre anterior e 63,7 no mesmo período de 2001. Já entre as pequenas e médias empresas o índice de confiança ficou em 57,6 pontos. No primeiro e no quarto trimestre do ano passado, o índice havia ficado, respectivamente, em 58,9 e 58,7 pontos.
É importante lembrar que a economia brasileira começou a dar sinais de recuperação no segundo semestre de 2000 e no final daquele ano as estimativas para o país eram positivas, o que elevou o índice de confiança. O racionamento de energia no Brasil, atentados terroristas nos EUA e crise argentina, no entanto, prejudicaram a demanda e consequentemente o desempenho da indústria em 2001. Mas, no final do ano passado, com o recuo do dólar, a possibilidade de fim do racionamento, superávit da balança comercial (que fechou o ano em US$ 2,6 bilhões) e projeções de inflação menor no início de 2002, houve uma melhora nas expectativas dos empresários.
Os principais problemas apontados pelos pequenos e médios empresários no primeiro trimestre deste ano foram a elevada carga tributária (65%), competição acirrada (46%), reduzida margem de lucros (42%), taxas de juros elevadas (31%) e falta de capital de giro (27%). Entre as grandes empresas, os itens de dificuldades mais mencionados foram a elevada carga tributária (60%), competição acirrada (46%), falta de demanda (40%), juros elevados (34%) e reduzida margem de juros (33%).
A Sondagem Industrial é uma pesquisa qualitativa realizada trimestralmente pela CNI e pelas Federações das Indústrias de 19 Estados do país, embora sejam consultadas empresas de todo o território nacional. A amostra nacional envolveu um total de 1.571 empresas. Foram consideradas pequena e média empresas aquelas com número de empregados entre 25 e 499 e como grandes as com 500 ou mais empregados.


