Confiança da indústria só melhora com inflação controlada
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), teve ligeiro acréscimo, no trimestre encerrado em janeiro, de 0,1%, passando de 106,4 pontos para 106,5 pontos, maior marca desde junho de 2011, quando atingiu 107,1 pontos. O resultado demonstra estabilidade na percepção dos empresários do setor em relação à economia.
A pesquisa mostra maior grau de otimismo sobre o momento presente. O Índice da Situação Atual (ISA) aumentou 0,3% ao atingir 106,8 pontos, nível acima da média histórica recente (106,3). Já o Índice de Expectativas (IE) teve ligeiro recuo de 0,1% ao alcançar 106,1 pontos.
Na previsão de produção, os empresários mostraram ceticismo nos negócios com um aumento de 4,1% para 8,4% da parcela dos que acreditam em queda nas atividades. No entanto, houve um pequeno avanço no percentual dos que preveem crescimento da produção (de 39,4% para 40,6%). Em janeiro, também ocorreu um pequeno aumento de 0,3 ponto percentual no Nível da Capacidade Instalada (Nuci) ao alcançar 84,4%.
O economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) Roberto Zurcher disse que o ICI ficou praticamente estável porque não existe uma perspectiva clara do que vai acontecer com a economia brasileira nos próximos meses. "A indústria trabalha com planejamento de longo prazo. Quando as regras começam a não ficar claras, o futuro se torna incerto", analisou.
Ele acredita que se a redução das tarifas de energia se concretizar nas contas e caso a inflação não passe do patamar atual, pode ser que aumente a confiança dos empresários da indústria ainda no primeiro trimestre do ano.
Segundo ele, o governo federal adotou várias medidas no ano passado como a redução do IPI e a desoneração da folha de pagamento para alguns setores, mas sem um planejamento apresentado com antecedência. "Com regras mais claras e definidas, os empresários começariam a ter mais confiança", destacou.
Zurcher espera que 2013 seja melhor porque, em 2012, as previsões são de que a produção industrial tenha encerrado o ano em queda de -3%. "Esperamos que em 2013, a produção da indústria não feche negativa porque 2012 foi um ano perdido para o setor", afirmou.



