Confiança da indústria na economia volta a subir
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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Jacqueline Farid e Paula Puliti<br>Agência Estado 
Rio - A confiança da indústria na economia brasileira voltou a subir em fevereiro, após iniciar o ano em queda. A constatação é da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que divulgou ontem a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação. Um dos principais indicadores do levantamento, o Índice de Confiança da Indústria (ICI), subiu 1,2%. Em janeiro, o resultado havia sido negativo: -2,1%.
O nível de utilização de capacidade instalada, que indica a possibilidade e expansão da oferta industrial, subiu para 85,2% no período entre dezembro de 2007 e fevereiro deste ano. Foi a terceira alta consecutiva: nesse mesmo período no ano passado, o resultado havia sido de 83,6%, e na transição anterior, de 2006 para 2007, de 82,8%.
De janeiro para fevereiro, o nível de utilização aumentou pouco, de 84,3% para 84,7% entre janeiro e fevereiro. Mas, a comparação mais longa mostra elevações maiores. Em janeiro, o incremento foi de 1,9 ponto porcentual ante mesmo mês de 2007 e, em fevereiro, continuou subindo, com alta de 0,8 ponto porcentual. ''É sinal de que os investimentos em capacidade estão maturando'', disse Aloísio Campelo, coordenador da sondagem.
O resultado geral da pesquisa mostrou, na avaliação dos técnicos da FGV, que a indústria continua aquecida no primeiro trimestre de 2008, mas num ritmo menos intenso do que o do segundo semestre de 2007. ''As expectativas para os próximos meses continuam favoráveis, sinalizando continuidade do crescimento no trimestre fevereiro-abril'', diz o texto de análise da sondagem.
O resultado final é composto por dois indicadores. O primeiro é o Índice da Situação Atual (ISA), que teve queda de 0,1% em fevereiro ante janeiro e aumento de 4,5% ante fevereiro de 2007. O segundo é o Índice de Expectativas, que aumentou 2,6% em fevereiro ante janeiro e 3,6% na comparação com fevereiro do ano passado. A coleta de dados para cálculo do índice foi entre os dias 1º e 26 de fevereiro, em uma amostra de 1.042 empresas.
Os estoques industriais ''caminham para uma situação de normalidade'', segundo destaca o documento da FGV. A pesquisa revela que a parcela de empresas com estoques insuficientes (sinal de aquecimento) permaneceu estável entre janeiro e fevereiro, em 9% do total de 1.042 empresas pesquisadas.
Já a proporção das que afirmam estar com estoques excessivos (que poderia indicar retração da atividade econômica) aumentou de 6% em janeiro para 9% em fevereiro, o maior porcentual registrado desde outubro de 2006 (11%).


