São Paulo - O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 1,4% entre janeiro e fevereiro de 2009, ao passar de 95,9 para 94,6 pontos. Trata-se do menor nível da série iniciada em setembro de 2005 (com ajuste sazonal). Os dados foram divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Segundo a FGV, o resultado mostra que o índice retomou a tendência de queda iniciada em setembro de 2008, interrompida por uma relativa estabilização em janeiro – quando o índice teve alta de 0,1% contra dezembro.
  ‘‘Em fevereiro de 2009, houve piora tanto das avaliações sobre a situação presente quanto das expectativas em relação aos meses seguintes’’, diz a fundação, em um comunicado.
  O Índice da Situação Atual (ISA), indicador que mede a satisfação do consumidor em relação à situação econômica atual, manteve a trajetória de queda iniciada em outubro, apresentando recuo de 0,8%. Entre janeiro e fevereiro, a parcela dos que avaliam a situação como boa aumentou de 8,4% para 8,7% do total; já a dos que a julgam ruim elevou-se de 48,9% para 50,6%.
  Em relação aos próximos meses, o consumidor continua manifestando preocupação com as condições econômicas em geral. O IE (Índice de Expectativas) teve queda de 1,7%, menor nível da série. A cautela maior por parte dos consumidores, segundo a FGV, se refere às compras de bens duráveis, que costuma envolver a concessão de financiamento para pagamento a prazo. A proporção de consumidores que planejam gastar mais com duráveis nos próximos seis meses diminuiu de 8% para 6,8%; já a dos que pretendem gastar menos aumentou de 38,1% para 40,2%.
  A Sondagem de Expectativas do Consumidor é realizada com base em uma amostra de mais de 2 mil domicílios em sete das principais capitais brasileiras. A coleta de dados para a edição de fevereiro de 2009 foi realizada entre os dias 2 e 20 deste mês.

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