Confiabilidade puxou expansão
Os medicamentos genéricos já respondem por 15% do mercado brasileiro, como apontam dados da Pró Genéricos. O crescimento, conforme o vice-presidente da entidade, Odnir Sinotti, está ligado diretamente à confiabilidade que os produtos apresentaram nos últimos anos, além do custo mais baixo. Em média, os preços dos genéricos estão 50% mais baratos que os medicamentos de marca, podendo chegar até a 80% de diferença. ''Os resultados do segmento são muito bons'', enalteceu Sinotti.
A pesquisa do Inbrape, por sua vez, confirmou essa evolução do segmento em Londrina: a porcentagem de quem compra genéricos saltou quase 30% entre 2002 e 2007. No primeiro levantamento, cerca de 48% dos entrevistados disseram que costumavam comprar esses medicamentos, enquanto na última análise, o número passou para 76%. A apuração ainda registrou que o interesse pelos produtos é semelhante entre as classes: perto de 75% dos entrevistados de todas as faixas de renda compram medicamentos genéricos.
Para Sinotti, a criação dos genéricos mudou o comportamento e a economia do segmento. ''Junto com o genérico veio uma regulamentação técnica muito rígida, pois ele tinha que funcionar exatamente como o de marca. Criou-se então um padrão, um novo processo de produção, inclusive entre os de marca'', destacou ele. Sinotti ainda acrescentou que os genéricos permitiram que o consumidor tivesse mais opções de compra, e ''opções mais baratas'', e têm empurrado, em alguns casos, a redução de preços dos produtos de marca. (E.Z.)





