Confederações vão à Justiça contra a jornada parcial
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terça-feira, 18 de agosto de 1998
Agência Estado 
As 11 confederações nacionais de trabalhadores do País entraram ontem com ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar invalidar a medida provisória que o governo baixou há duas semanas, criando a jornada de trabalho a tempo parcial. As confederações representam oficialmente trabalhadores na indústria e no comércio, em comunicações, bancos, turismo, educação, saúde, transportes e outros.
O anúncio foi feito ontem, durante entrevista coletiva na qual o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vicente Paulo da Silva, revelou a união de quatro centrais sindicais com as confederações para fazer frentre aos projetos do governo de reforma da legislação trabalhista. Além da CUT, integram a frente de resistência a Central Autônoma dos Trabalhadores (CAT), a Central Geral dos Trabalhadores Brasileiros (CGTB) e a União Sindical Independente (USI). O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores dna Indústria, José Calixto Ramos, informou que a argumentação da ação foi feita com base na ausência de urgência.
ProtestoOs metalúrgicos do ABC paralisaram ontem a produção de veículos em quatro montadoras e fizeram manifestações e passeatas em vários locais desde às 5 horas. Motivados pela suspensão de todos os processos de aposentadoria nas empresas, por conta de mudanças nas regras de contagem de tempo, os trabalhadores atenderam ao chamado do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) para uma maratona de protestos contra o desemprego, que começou em São Bernardo do Campo e terminou em São Paulo, na sede do INSS.


