Curitiba - Pela primeira vez, 11 empresas paranaenses de confecção estarão apresentando, nos próximos dias 14 e 15, suas coleções primavera-verão de moda feminina a comerciantes do Chile. A viagem faz parte do Circuit Business Fashion, organizado pela Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, com objetivo de aumentar as exportações do setor do vestuário do Estado. Além dos países do Mercosul, o circuito prevê a divulgação das empresas também no mercado do Pacto Andino e Europa.
A ida das indústrias de confecção do Paraná ao Chile é um dos resultados da missão comercial que o governo do Estado promoveu a Santiago, capital do Chile, no final de maio. Segundo o coordenador de Assuntos do Mercosul da secretaria, Santiago Martin Gallo, também como resultado dos contatos da missão, ainda esse ano serão promovidos eventos semelhantes com as indústrias paranaenses dos setores de móveis, madeiras e esquadrias.
Nos dois dias da viagem estão previstos um desfile e rodadas de negociação com comerciantes que já estão previamente agendados. De acordo com a coordenadora do evento, Conceição Borges, pesquisa feita pela secretaria mostrou que a mulher chilena tem perfil mais conservador do que as brasileiras. A mesma pesquisa, entregue às empresas, mostra outras características da mulher e do mercado no País. ''Vai ser uma inserção para o nosso Estado, que tem uma formação européia. Vamos mostrar que a moda do Paraná mistura um toque de brasileirismo com a elegância e características da Europa'', explica.
A expectativa é aumentar, no prazo de um ano, em até U$ 800 mil a exportação dessas empresas. Hoje, das 11 empresas participantes, sete exportam seus produtos. É o caso da Ponto Design, de Curitiba, que trabalha com roupas de tricô. Segundo o diretor Sérgio Cavalieri, são produzidas 15 mil peças por mês, sendo que 20% são exportados para os Estados Unidos, com um faturamento de U$ 200 mil por mês. Os outros 80% abastecem o mercado interno, e rendem R$ 250 mil por mês.
''Espero que os negócios do Chile aumentem 20% da nossa produção'', diz Adilson Filipaki, da Abicci, que exporta há um ano suas roupas de tricô para os Estados Unidos. Com faturamento anual de R$ 1 milhão e produção de 15 mil peças por coleção, 95% de suas vendas, hoje, atingem o mercado interno. A Cia da Roupa, indústria de Curitiba que produz peças no estilo esporte fino, ainda não exporta, mas o diretor da empresa, Ardisson Naim Akel, faz planos de aumentar a capacidade de produção da empresa, hoje em 60 mil peças por ano, para colocar no mercado chileno 20% de sua produção.
No Chile, 98% dos produtos têxteis são importados, com a liderança absoluta da China. O Brasil aparece em segundo lugar, com 5,9% das importações. As indústrias do Paraná que participam do Circuit Business Fashion são a La Playa, Ion Positivo, Lucca e Pura Mania, de Londrina; Abicci, Cia da Roupa, Ponto Design e Stati Uniti, de Curitiba; Macksonn e Morena Rosa, de Cianorte; e Traymon, de Santo Antônio do Sudoeste (97 km a oeste de Francisco Beltrão). Ontem, as indústrias mostraram as peças que pretendem exportar num desfile de modas realizado no Chapéu Pensador, subestação da Copel em Curitiba onde funciona o gabinete do secretário de Indústria e Comércio, Luis Mussi.

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