Com apenas quatro anos no mercado e uma história no mínimo inusitada, a confecção Dona Dita é um exemplo dos resultados gerados pela parceria entre a iniciativa privada e o poder público. Criada pelos sócios Cláudio Motta e Kássia Previatto, a empresa hoje tem loja com marca própria e clientes até em Rondônia.
O início, no entanto, ocorreu quase que por acaso. Motta já pensava em montar um negócio próprio. E uma blusa queimada por um ferro de passar foi a oportunidade para que Kássia customizasse a peça. O resultado foi surpreendente. Como as amigas começaram a perguntar, surgiu a oportunidade de criação da confecção. Hoje, a Dona Dita é especializada em moda casual e fitness, atual carro chefe.
A pesquisa de tendências e desenho das peças fica por conta de Kássia. Hoje, são oito funcionários e três gestores do negócio. O incentivo público veio por meio do pagamento de parte do aluguel do barracão da confecção. No início, a maior parte da produção era terceirizada. Com o aumento da clientela e em busca de melhoria de qualidade e de produtividade, a Dona Dita passou a buscar profissionais no mercado.
A dificuldade de encontrar mão de obra qualificada está sendo vencida com a montagem do núcleo das indústrias de confecção, por meio de parceria com o poder público para realizar cursos de qualificação. A confecção também faz parte do Arranjo Produtivo Local de confecção de Londrina e região, que conta com apoio do Sebrae e Senai.
A clientela está espalhada pelo Paraná, São Paulo, Mato Grosso e Rondônia. O apoio da administração municipal ocorre por meio do subsídio do aluguel e pela criação do Núcleo das Indústrias de Confecção. ''Não é que sem o incentivo não conseguiríamos (montar a loja). Mas com certeza ajuda no fluxo financeiro e a proporcionar um espaço físico para os funcionários trabalharem, o que antes não tínhamos'', diz.
A meta é crescer 30% em 2009, tanto em faturamento quanto na prospecção de novos clientes. ''Quem não tem vontade de crescer não vai atrás de incentivos'', afirma Kássia. ''Ajudar um negócio que está andando é muito melhor do que começar do zero'', completa.(F.R.F.)

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