A in­dús­tria de con­fec­ção de ­jeans es­tá pas­san­do ao lar­go da cri­se. Seu cres­ci­men­to pa­ra es­te ano de­ve fi­car en­tre 3% a 5%, co­mo afir­ma Ale­xan­dre Gra­cia­no de Oli­vei­ra, di­re­tor do Sin­di­ca­to das In­dús­trias do Ves­tuá­rio do Pa­ra­ná (Si­ve­par-Lon­dri­na) e pro­prie­tá­rio da Via­graft, fa­bri­can­te de ­jeans. Já a As­so­cia­ção Bra­si­lei­ra da In­dús­tria Téx­til e de Con­fec­ção (­Abit) es­ti­ma que to­da ca­deia pro­du­ti­va de­va cres­cer 3,6%, con­tra 4,07% do ano pas­sa­do.
  Há céu de bri­ga­dei­ro até pa­ra o se­tor tra­ba­lhis­ta de con­fec­ção. O pre­si­den­te do Sin­di­ca­to dos Tra­ba­lha­do­res do Ves­tuá­rio de Lon­dri­na e Re­gião (Sint­vest), Jo­sé Ri­car­do Lei­te, con­ta que ape­nas 93 de­mis­sões acon­te­ce­ram em ja­nei­ro des­te ano, con­tra 83 do ano pas­sa­do pa­ra o mes­mo pe­río­do. O de­ta­lhe, se­gun­do ele, é que das 52 ci­da­des com 550 em­pre­sas de sua ba­se sin­di­cal, a in­dús­tria de ­jeans con­tra­ta ao in­vés de de­mi­tir. ‘‘O se­tor de ­jeans es­tá tran­qui­lo, as­sim co­mo boa par­te da ca­deia pro­du­ti­va de ­confecção’’, tra­duz.

Com­pe­ti­ti­vi­da­de
  Os nú­me­ros ani­ma­do­res ex­põem tam­bém uma com­pe­ti­ti­vi­da­de acir­ra­da no se­tor, in­dús­trias co­mo a Ti­tus de Apu­ca­ra­na, anun­ciam no­vi­da­des co­mo a cria­ção do bol­so pa­ra ce­lu­lar e a cal­ça sa­ruel, uma re­fe­rên­cia a ten­dên­cia in­dia­na que de­ve to­mar con­ta da mo­da es­te ano.
  Co­mo gos­tam de di­zer al­guns es­pe­cia­lis­tas em Eco­no­mia, em­pre­sá­rios bra­si­lei­ros têm ­know how em cri­se, já que o Bra­sil é um la­bo­ra­tó­rio de­las. O pro­prie­tá­rio da Ti­tus, Má­rio For­tu­na, pa­re­ce le­var is­to ao pé-da-le­tra, crian­do não só pro­du­tos no­vos, mas tam­bém mar­cas que atin­jam ni­chos de mer­ca­dos di­fe­ren­tes. Co­mo ex­pli­ca For­tu­na, a mar­ca Ti­tus é pa­ra o jo­vem in­de­pen­den­te e jo­vens se­nho­ras; já a M15, ­atua no mer­ca­do de clas­se al­ta e a mar­ca Ups­tar, um ­jeans pa­ra o va­re­jo, com cor­te ­mais tra­di­cio­nal.
  Há 30 ­anos no mer­ca­do, For­tu­na con­ta que sal­tou das 18 mil pe­ças ven­di­das em 2007 pa­ra 20 mil em 2008. ‘‘Va­mos man­ter o cres­ci­men­to es­te ­ano’’, as­se­ve­ra o em­pre­sá­rio. Se­gun­do ele, a re­cei­ta pa­ra se man­ter num mer­ca­do al­ta­men­te com­pe­ti­ti­vo é a cria­ti­vi­da­de. ‘‘In­ves­ti­men­tos em in­vo­va­ção de­vem ser ­constantes’’, dá a re­cei­ta.
  Ele in­for­ma que um gru­po de es­ti­lis­tas em sua em­pre­sa pen­sa a mo­da de ma­nei­ra an­te­ci­pa­da, de ­olho nas ten­dên­cias na­cio­nal e in­ter­na­cio­nal. ‘‘Lan­ça­mos às co­le­ções de ma­nei­ra ­antecipada’’, in­for­ma o em­pre­sá­rio. Se­gun­do ele, a co­le­ção de in­ver­no, que co­mu­men­te era lan­ça­da em mar­ço, já es­tá nas lo­jas des­de ja­nei­ro des­te ano.
  For­tu­na lem­bra que via­gens pa­ra fei­ras de ­jeans em Mi­lão, na Itá­lia, e em Pa­ris, na Fran­ça, tam­bém aju­dam na bus­ca de no­vi­da­des e aten­ci­pa­ção de ten­dên­cias. O em­pre­sá­rio acres­cen­ta que os ris­cos são di­mi­nuí­dos, subs­tan­cial­men­te, com ba­se nes­sas in­for­ma­ções, ­além de uma con­sul­to­ria es­pe­cia­li­za­da e le­van­ta­men­tos de mer­ca­do. ‘‘­Quem ­atua no mer­ca­do de mo­da ­jeans, pre­ci­sa fi­car o tem­po to­do ­ligado’’, en­si­na.




Jeans

Veja um pouco da história e detalhes do jeans:


Origem: há 100 anos Levi-Strauss criou roupas resistentes para mineiros nos Estados Unidos. Levi Strauss confeccionou duas ou três peças reforçadas com a lona que possuía.

Modelos
Lavagens e Rasuras: a mais tradicional é com pedras vulcânicas, para dar a impressão de roupa gasta pelo tempo. Essas pedras são colocadas em máquinas de lavar industrial.

Tradicional: cintura no lugar e pernas de corte afunilado. Já foi chamada de five pochets (cinco bolsos), três na frente e dois atrás. Por seu corte acompanhar as linhas do corpo, costuma vestir bem a maioria das pessoas.

Antifit: O primeiro modelo da Levi's. Tem botões ou zíper, adaptada a silhueta do consumidor, com cintura baixa, quadril desestruturado e corte reto nas pernas. Como o nome diz, não é um jeans de caimento perfeito; fica com pequenas sobras no quadril e cavalo.Tem pontos a favor: o conforto e o estilo.

Cut Boot (Corte para botas): uma variação do antifit, tem a perna um pouco mais larga do joelho para baixo, para facilitar o uso de botas para dentro da calça.

Tigh Fit ou Slim Fit (caimento justo, apertado): com cintura baixa, tipo Saint-Tropez, marca bem os quadris e tem as pernas justas, com corte afunilado ou reto.

Cigarrete é uma modelagem ajustada ao contorno do corpo, pernas justas e cintura baixa. Algumas versões usam a mistura de jeans com lycra. O resultado é uma calça ainda mais agarrada.

Oversized (tamanho exagerado) : é o jeans bem folgado. Suas formas amplas não favorecem as mais baixas (achatam a silhueta) nem as gordinhas (parecem ainda mais gordas). O modelo é muito utilizado por quem anda de skate.

Skinny: modelagem bem justa, principalmente abaixo do joelho. Parecida com a Legging, porém de tecido Jeans.

Calça Saruel: Gancho da calça bem baixo, indicato para mulheres magras e baixa. O modelo imita roupas indianas.

Boy Friend: É a calça masculina jeans utilizada pela mulher. Também conhecida como calça do namorado.

Fonte: Estilistas.

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