Curitiba - Os secretários de Fazenda dos Estados participaram ontem de uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em Brasília, mas não chegaram a um consenso sobre a reforma tributária, que aborda benefícios, isenções e reduções fiscais para acabar com a guerra fiscal entre os Estados.
O secretário de Fazenda do Paraná, Heron Arzua, disse que não foi decidido nada. ''Os Estados do Nordeste têm uma posição muito clara e não abrem mão dos incentivos fiscais'', destacou. Ele disse que, durante a reunião, houve polêmica sobre todos os temas como base de cálculo, alíquota, cobrança de tributos no destino e na origem. ''O Confaz não é um fórum adequado para discutir isso. Não vai haver consenso. Cada Estado tem a sua posição e São Paulo não quer reforma tributária nenhuma'', disse.
Um dos assuntos discutidos durante o encontro foi a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) federal, que unificaria os impostos PIS, Cofins, Cide (imposto sobre combustíveis) e IPI, uniformizando as regras para todo o País. Os Estados querem a criação do IVA estadual, com autonomia, em que seriam unificados o Imposto sobre Serviço (ISS) e o Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), mas os municípios se posicionam contra.
A proposta da reunião de ontem era apresentar os diferentes pontos de vista sobre a reforma tributária. ''No Paraná, estamos juntos com a região Sul e Sudeste, com exceção de São Paulo, no que diz respeito à criação do IVA estadual.

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