Conexão Miami (Ednelson Alves - Correspondente nos EUA)
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Energia, ameaça para AL
O Centro de Estudos Global de Energia, entidades sem fins lucrativos fundada em Londres em 1989, realizou em Miami nessa semana, a conferência Gás, Energia Elétrica e suas Regulamentações na América Latina. A advertência de técnicos de diversos países foi clara: a América Latina terá que receber bilhões em investimentos para não ter o curso de seu desenvolvimento prejudicado por falta de energia. Francisco Aguerrevere, executivo da Companhia de Eletricidade de Caracas disse que a necessidade de recursos é tão grande que nenhum governo terá condições, sozinho, de bancar a recuperação desse déficit energético nos próximos anos.Privatização, a saída
Os técnicos acreditam que somente com a participação da iniciativa privada os países latinos poderão equilibrar o crescimento da demanda energética no século 21. Aguerrevere defendeu a imediata privatização das companhias elétricas porque nenhum governo terá condições de suprir as necessidades. Pablo Spiller, professor da Universidade da Califórnia, também defendeu a privatização, dizendo que a concorrência elimina o monopólio estatal. Mas ele insistiu que os governos devem criar mecanismos de proteção ao consumidor.Gates, o ex-contínuo
Cercado por todos os lados devido às acusações de monopólio, o presidente da Microsoft, Bill Gates, esteve essa semana no Congresso para se defender. A polêmica é grande e a imagem de Gates está mudando: ele já não é mais visto como o ex-menino gênio de informática ou o empresário de visão e ousado, mas como o capitalista monopolizador. Perante os deputados e senadores, o presidente da Microsoft, considerado o homem mais rico do mundo, lembrou que quando tinha 15 anos trabalhou como contínuo do Congresso.Conclui que o governo representava um excelente campo de trabalho, mas não para mim. Então comecei a trabalhar no meu quarto na universidade no Microsoft Basica, que deu origem à Microsoft. Todos deveríamos desejar que haja, entre os corredores do Congresso, um contínuo que tenha o germe de uma nova idéia que possa torna-se uma grande história de sucesso americana - discursou. Comparação com IBM
Naquele tempo, disse Gates, havia uma grande empresa americana de tecnologia que era vista pela concorrência e pelo governo como uma ameaça.As pessoas diziam que qualquer empresa nova que tentasse combater aquele colosso estava destinada ao fracasso. Havia outros que desejavam que o governo regulamentasse o setor, pois eles temiam que essa empresa empresa tivesse o controle das idéias que dariam início à Era da Informação. Mas aqueles que temiam a IBM estavam errados. Bill Gates disse tudo isso no Congresso para tentar sensibilizar os políticos de que, se a Microsoft não lançar novos produtos a companhia estará defasada em pouco tempo.A tecnologia é um bem em constante mudança, que as inovações dependem da liberdade de movimentação entre uma fronteira e outra. Combate ao monopólio
Mas outros gigantes da informática também foram ao Congresso para debater a atuação de Bill Gates. Scott Mcnealy, diretor-presidente da Sun Microsystems, disse que ao controlar os pontos de entrada da Internet e o mercado eletrônico, ao Microsoft tem hoje o poder de exercer o controle predatório e excludente sobre os meios de acesso à Internet. Seria a mesma coisa se a General Motors pudesse determinar o tipo de gasolina que uma pessoa coloca em seu carro ou sobre qual estrada ela pode trafegar. Só um monopolizador estuda o concorrente e destrói o seu negócio ao entregar de graça produtos com características similares, acusou Mcnealy. Outro que não poupou críticas ao estilo da Microsoft foi o presidente da Netscape, Jim Barksdale: Todo mundo odeia um monopólio, a menos que seja o dono dele, ironizou. Mas a guerra de titãs entre Gates e seus críticos terá ainda muitos outros enfrentamentos.Kohl x desemprego
O chanceler Helmut Kohl tem sido o grande incentivador da União Européia. Ele tem feito todos os ajustes possíveis para que a Alemanha cumpra todos os requisitos econômicos e financeiros com louvor. Mas o seu reinado de 16 anos pode chegar ao fim. Além de enfrentar o social-democrata Gerhard Schoeder, Kohl tem um outro candidato de peso para derrotar: o desemprego. Como as eleições serão em 27 de setembro, é difícil que o chanceler alemão tenha tempo para consertar os estragos sociais. São 4,8 milhäes de desempregados e um inconformismo crescente nas grandes cidades. Nessa semana diversas passeatas foram feitas no país, inclusive com a participação de religiosos. Schoeder acusa o ajuste para aderir a moeda única como responsável pelo desemprego. E disse que se for eleito não será tão devotado à integração européia quanto Kohl, mas prioriozará os interesses da Alemanha. Publicidade via e-mail
A Intellipost, fundada há dois anos por Steve Markowitz na Califórnia, está fazendo publicidade direta via e-mail. Como a Internet e o marketing de massa podem afastar mais do que atrair consumidores, a empresa criou um forma interessante de manter cativo o seu público alvo: oferece pontos para os leitores dos e-mails que podem ser convertidos em milhas de viagens aéreas, vales-brindes e diversos outros prêmios. É um marketing baseado na permissão da pessoa, diz Steve. Ele estima que 250 mil usuários já estão recebendo o e-mail direcionado para seus interesses. O BonusMail é oferecido através de provedores de serviço de Internet como Prodigy, Concentric e Erols, e pelo diretório WhoWhere? Por isso o criador da Intellipost prevê que até meados deste ano 1 milhão de usuários serão atingidos pelo sistema de publicidade via e-mail. Ele estima que 58 milhões de pessoas nos Estados Unidos tem acesso a correio eletrônico. O BonusMail custa ao anunciante 31 cents por anúncio; uma carta tradicional pode chegar a 1 dólar, compara Steves.Produto e mercado
O Pollo Tropical é uma cadeia de restaurante sediada em Miami. Sua especialidade é servir comida típica latina como frango frito, arroz, feijão, mandioca e milho com uma rapidez semelhante as lanchonetes de fast food. Empolgados com o negócio, os executivos tentaram, em 96, expandir para outros estados e cidades americanas a sua receita de comida latina. Foi um fracaso porque o público americano nem sabe que pollo é frango em espanhol. Além de ter que fechar alguns restaurantes e mudar o nome de outros para Pollo Grill, a cadeia encerrou 96 com US$ 2 milhões em prejuízos. Em 97, priorizando a venda de produto certo para o público certo o Pollo Tropical voltou a faturar e teve um lucro de US$ 5,2 milhões.





