Conexão Miami (Ednelson Alves - Correspondente nos EUA)
Há muito interesse e dinheiro estrangeiro em Hong Kong, o segundo mercado financeiro da Ásia. Para os especialistas em política e economia dos países asiáticos só há dois caminhos: ou a China aproveita e explora o conhecimento de Hong Kong na área de globalização dos negócios para melhorar o desempenho externo do país ou coloca um freio à moda do seu antigo regime de força. A questão agora é esperar. Como sempre correm contra o tempo, a espera é um drama para os investidores.China & Rússia
Coincidentemente, na semana passada, China e Rússia esqueceram os longos anos de rivalidade e temor nas fronteiras para firmar acordos de negócios. A China tem grande interesse no gás natural e no petróleo da Sibéria para tentar diminuir seus déficits de energia. Já a Rússia quer vender a sua tecnologia para construir uma usina nuclear na província de Jiangsu. Além disso, os russos querem ganhar a concorrência para a construção da hidrelétrica de Três Gargantas, no rio Yangtze. Líderes dos dois países concordaram que o intercâmbio comercial entre China e Rússia tem sido muito pequeno, apenas US$ 6,8 bilhões no ano passado. A meta é elevar os negócios bilaterais para US$ 20 bilhões/ano até o ano 2000.Compensação urgente
A cada dia, US$ 2,4 trilhões são movimentados em pagamentos por transações em moedas estrangeiras. Para agilizar o sistema de compensação desses valores, os maiores bancos internacionais sediados nos Estados Unidos, Europa e Japão, aprovaram a criação de um sistema global de compensação para agilizar e organizar essa ciranda financeira mundial. O grupo dos 20 grandes bancos vai estabelecer a CLS Services, companhia sediada no Reino Unido, para desenvolver um sistema que seja possível realizar a compensação das transações em tempo real. A grande vantagem seria a diminuição no risco das transações internacionais com a compensação em tempo real, além do aumento da credibilidade do próprio sistema com a centralização das informações.O efeito
Bill Gates
Bill Gates, empresário conhecido como sinônimo de avanço e tecnologia, não dá descanso as suas estratégias de marketing. Ele vai doar US$ 200 milhões, num prazo de cinco anos, para colocar computadores e a Internet nas bilbiotecas públicas dos Estados Unidos. Fundador da Microsoft e considerado o homem mais rico dos Estados Unidos, Gates tem sido elogiado por diversas organizações porque a sua filantropia tem ajudado a diminuir a divisão tecnológica da sociedade americana. Como filantropia e trabalho comunitário são ações altamente estimuladas pelos norte-americanos, Bill Gates tem sido visto, cada vez mais, como um provedor de ajuda às comunidades carentes e não apenas como um grande mercador de tecnologia. Para seus críticos e concorrentes, porém, o empresário está usando, com esses projetos, os seus homens de marketing para vender mais software. Marketing empresarial
Assimilando o agressivo marketing dos Estados Unidos que vende a idéia de que toda hora é hora de fazer negócios, a Câmara de Comércio Espanhola de Miami faz, anualmente, uma festa de gala. A novidade é que os empresários criaram um prêmio chamado de Espanhol universal com o objetivo de atrair todo interesse possível para seus eventos. O que o ator Antonio Banderas tem a ver com o mundo empresarial? Nada. Mas ele foi escolhido por unanimidade para receber o prêmio universal. Para alegria dos diretores da Câmara do Comércio, a entidade, por conta da presença de Banderas, virou notícia internacional. As especulações já começaram para a escolha do próximo nome de peso que receberá o prêmio da Câmara.Hércules X dinossauros
É impressionante a ligação da indústria cinematográfica com o mercado de comercialização de produtos derivados dos filmes. O lançamento é simultâneo: do filme e dos produtos. As lanchonetes McDonalds, por exemplo, foram literalmente invadidas por Hércules, herói do novo filme da Disney. As lojas do Burger King não ficam atrás e estão tomadas por todos os tipos de dinossauros. Para os pequenos consumistas norte-americanos não basta ter um Hércules ou um Dinossauro. O negócio é completar a coleção. Para isso é preciso comprar (não significa exatamente comer) muitos hamburgeres com sacos de batatas. Com isso os heróis infantis cumprem os objetivos para os quais foram criados: impulsionar as vendas.Pequenas empresas
As grandes companhias viram foco de atenção quando apresentam os seus balanços bilionários, mas são os milhares de pequenas empresas que impulsionam a economia de suas respectivas comunidades. A Flórida vive uma verdadeira febre de incentivo aos pequenos negócios. Prefeituras, associações e até universidades criaram departamentos especializados em orientação e incentivo às pequenas empresas. A grande novidade é a utilização das pequenas empresas como parceiras de grupos maiores, numa espécie de terceirização de serviço.





