Conexão Miami (Edinelson Alves, correspondente nos EUA)
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Transparência, a arma do FMI
Ainda tentando recuperar a imagem depois de ter sido surpreendido pela explosão da crise asiática, o Fundo Monetário Internacional está colocando na Internet uma ampla base de dados à disposição da comunidade econômica sobre todos os países. Como a falta de transparência nos números foi o que impediu a prevenção da crise asiática, o FMI agora tenta oferecer a livre pesquisa sobre a situação de cada país. Com isso, além de tornar mais transparente as informações, o Fundo Monetário não fica com a responsabilidade única no caso de algum país enfrentar nova crise monetária. Essa oferta de informações é um marco em termos de serviço público. Há uma perspectiva real de melhoramento, mas creio que se trata de um grande passo na direção correta, observou Roger Nord, responsável pelo departamento de desenvolvimento e revisões do FMI.Informações & credibilidade
Não há dúvida de que a iniciativa do FMI é um importante avanço em termos de transparência sobre as finanças e economias dos países, o que permitirá que bancos e outros órgãos internacionais possam acompanhar e comparar dados para obter análises mais apuradas. Porém, os próprios diretores do Fundo Monetário Internacional entendem que é preciso trabalhar para que se obtenha número que realmente expressem a realidade. Ou seja, não basta apresentar dados, o importante é apurar a credibilidade deles. A mascaração de dados é que tem prejudicado o trabalho dos analistas. Intel, a vítima da vez
Assim como a Microsoft tem sido exaustivamente investigada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por prática de monopólio, outras grandes empresas também na mira das autoridades. A Intel, maior fabricante mundial de microchips é a vítima da vez. O domínio de quase 90% do mercado por esta empresa californiana há muito tempo vem gerando comentários. A maior denúncia contra a Intel feita pelas concorrentes Advanced Micro Devices e National Semincondutor Corp é que a empresa baseada em Santa Clara tem permanentemente mudado o design dos seus processadores. Com isso, impede que os fabricantes de computadores possam escoher outros chips que são ofertados pela concorrência. MCI vende Internet
Outro caso típico, ainda que numa situação diferente, é o da MCI Corp. que concordou em vender por US$ 625 milhões todas as suas atividades na Internet para a Cable & Wireless. Esse negócio foi feito porque a MCI teme que a planejada aquisição de US$ 37 bilhões pela WorldCom não seja aprovada pelas autoridades antitruste. A fusão WorldCom-MCI combinaria um poderosa rede em termos de provedor internacional de Internet, já que a primeira é líder mundial e a segunda detem um poderio importante nessa área. Há especulação de que a venda da MCI internet é condição básica para que a fusão seja comprovada. Uma outra sociedade ameaçada é a aliança entre as companhias aéreas British Airways e a American Airlines. A justiça americana exige que tenha mais plataformas de pousos e decolagens no Aeroporto de Heatrow (Londres), para que as empresas concorrentes tenham condições de competir.Comércio une Chile e Cuba
Provando que a Cuba de hoje vive novos tempos, o Chile está firmando um acordo comercial com Havana. Pelas negociações encaminhadas, perto de 1.000 produtos poderão entrar nessa lista de liberação alfandegária. Uma comissão mista dos dois países está discutindo os detalhes do acordo comercial. Chile, juntamente com Brasil, Peru e Canadá, defende a aproximação com o governo de Fidel Castro para que a mudança em Cuba ocorra pela cooperação bilateral e não pela exclusão. O chamado de Acordo de Alcance Parcial deverá ser assinado em agosto entre os governos do Chile e de Cuba. Cuba: colheita frustrada
Cuba precisa mais do que nunca reforçar o seu setor de comércio, pois a cana-de-açucar, sempre o principal produto do país, teve a pior safra nos últimos 50 anos, devendo ficar entre 3,1 milhões e 3,2 milhões de toneladas métricas, abaixo dos 3,5 milhões de 95. Nos bons tempos, quando recebia ajuda da Rússia, a colheita de cana chegou a produzir 7 milhões de toneladas por ano. Outro ponto de apoio nessa fase difícil tem sido o turismo. O dólar levado pelos visitantes tem sido uma importante injeção de ânimo na economia cubana. México busca parceiros
Dos três sócios do tratado de livre comércio do Atlântico Norte - EUA, Canadá e México -, os Estados Unidos são os que mais estão atrasados em termos de livre comércio com outros países. Enquanto Canadá tem se liberado para novos parceiros, inclusive Cuba, os EUA permanecem sem ação por conta da proibição do Congresso. O México também se deslancha. Além do contato com a Comunidade Européia, o México faz um acordo paralelo com os países que foram o bloco do Triângulo Norte da América Central: El Salvador, Guatemala e Honduras. O Triângulo do Norte apresentou uma lista de 450 produtos para o México, entre os quais 150 são de origem agrícola. O México apresentou uma lista de 150 produtos que deseja exportar para aqueles países, sendo 30 de origem agrícola e o restante da área industrial.Cepal e o emprego na AL
Os empregos para mulheres tem registrado um crescimento acelerado na América Latina nos últimos 15 anos, afirma a Comissão Econômica para América Latina, em sua análise do panorama social correspondente ao ano de 1998. Mas em geral, o secretário executivo do órgão, o colombiano José Antonio Ocampo, disse que a região sofre por causa do desemprego. Em desemprego só diminuiu em Chile e Peru, mas aumentou em Argentina, Colômbia, Costa Rica, Equador, Honduras, Paraguai, Uruguai e Venezuela, exemplficou. Mas o que mais surpreende é o crescimento de trabalho feminino. Em alguns países já correspondente entre 50% e 70% a oferta do trabalho oferecido aos homens. O Panamá liderou em desemprego na região com uma nível de 17,2%, enquanto México registrou a menor taxa com 4,1%





