Conexão Miami (Edinelson Alves - Correspondente nos EUA)
Wall Mart não dá trégua
Onde chega uma loja da rede Wall Mart é sempre um incômodo para a concorrência. Isso vale para os Estados Unidos (se bem que aqui o jogo é duro porque há outros gigantes no páreo) e também para qualquer outro país. Além da variedade de mercadorias, a poderosa rede ataca com preços baixos e com a flexibilidade do horário, já que algumas unidades permanecem abertas 24 horas. Mas o Wall Mart está ainda mais agressivo. A nova estratégia é abrir poucas, mas gigantescas lojas que oferecem de tudo. Chamadas de Wall Mart Center, elas são mais agressivas que as lojas tradicionais em todos os sentidos: a começar pelo tamanho, variedade de produtos e principalmente nos preços. É um estabelecimento que vem a cabeça do consumidor quando procura qualquer coisa: confecção, alimentação, acessórios para o carro, sementes, máquinas e produtos para jardim, livraria, banco, cabeleireiro, móveis, eletrodomésticos, relojoaria, brinquedos e tantas outras coisas mais. Guerra aberta de preços
A guerra com a concorrência é tão aberta que nos mais de 50 caixas do Wall Mart Center são fixados jornais com preços promocionais de outras redes de supermercados como Publix, Albertsons, Winn Dixie, no caso da Flórida, apenas para provar aos consumidores que a concorrência está em desvantagem. Qualquer preço menor em outro estabelecimento é imediatamente coberto no caixa, sem burocracia. O efeito do Wall Mart Center é que ele atrai consumidores de uma distância maior do que 15 a 20 quilômetros, algo raro nos Estados Unidos onde os núcleos habitacionais de casas e apartamentos já nascem com um pequeno centro comercial próximo onde um supermercado funciona como uma âncora. O Center é uma espécie de nova geração do Wall Mart que oferece de tudo para atrair todas as faixas de consumidores, provocando o rompimento dessa antiga preferência pela proximidade.Volks leva a Rolls-Royce
Depois da assembléia de acionistas realizada ontem em Londres, a Volkswagen praticamente acertou a compra da Rolls-Royce Mortor Cars, ultrapassando a BMW que antes tinha prioridade em adquirir a tradicional fábrica de carros de luxo. Apesar da aprovação, a Vickers PLC, a sociedade anônima que pôs a Rolls Royce à venda deve adiar o anúncio oficial do negócio até que sejam contabilizadas as participações dos pequenos acionistas que se manifestaram contra a venda. Para esses acionistas, o que está em jogo não é o negócio em si, mas o fato de a tradicional fábrica de veículos estar saindo do controle dos ingleses para ser assumido pelo capital alemão. A Volks oferece US$ 700 milhões pela Rolls-Royce. A BMW, que aparentemente está perdendo o negócio, teve ontem um significativo aumento de suas ações. Sinal de que o mercado não estava achando a compra pela BMW um negócio tão vantajoso. Alemanha acelera
A economia alemã teve uma grande reagida e o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. É o maior crescimento desde a reunificação da Alemanha, em 1990. Conforme o Gabinete de Estatísticas a indústria foi o setor que deu maior contribuição para esse aquecimento. Um outro dado positivo foi a divulgação de que o número de desempregados diminuiu 220 mil em maio. Com isso a taxa de desemprego caiu para 10,9%. Em abril, a taxa de desemprego estava em 11,4%, com 4,2 milhões de desempregados. O número mais crítico foi registrado no final do ano passado com 5 milhões de desempregados, um recorde perigoso para um país que sempre foi reconhecido como a locomotiva industrial da Europa. A recuperação econômica da Alemanha chega com um alívio para os demais países parceiros da União Européia. França debilitada
A França, o outro parceiro forte da unidade econômica européia, vive um momento de preocupação. O PIB francês no primeiro trimestre cresceu apenas 0,6%. A greve dos transportes e outros movimentos de protesto nesse período da Copa do Mundo apenas revela a insatisfação dos trabalhadores e sindicatos com o desempenho da economia do país, cuja única alternativa para aumentar o emprego foi aprovar a diminuição para 35 horas da jornada de trabalho semanal. Muito pouco para um país como a França.Japão, sob efeito da crise
Cinco grandes bancos japoneses tiveram rebaixada a classificação de crédito e de capacidade financeira pela Moody’s Investors Service Inc. O motivo dessa dura medida é a preocupação com a debilitada economia do Japão e os efeitos da crise econômica asiática. Em uma avaliação pessimista, a agência de crédito colocou outros quatro bancos japoneses sob revisão com vistas a um possível rebaixamento. A Moody’s acredita que a escala combinada desses problemas pode esgotar os recursos internos de muitos bancos e tornar necessária assistência oficial em grande escala. Assim como a credibilidade das instituições financeiras estão sendo colocadas à prova, o iene também despenca e contribui para piorar o quadro econômico do país.Desregulamentação, única saída
Acuado pela crise que tem resistido a todos os pacotes econômicos lançados nos últimos meses, o parlamento do Japão aprovou ontem quatro projetos de lei de desregulamentação financeira. As medidas tem como objetivo tornar o setor mais eficiente em 2001 para que o país possa melhorar sua competitividade na era da globalização. A mudança oferecerá maior às companhias estrangeiras maior acesso aos negócios no Japão. A partir de agora a lei permite que empresários e pessoas físicas possam, pela primeira vez, negociar moedas estrangeiras. Haverá também a liberalização das taxas de prêmio sobre seguro de vida. Sun X Microsoft
A Sun queria procesar a Microsoft antes do dia 25 de junho, data do lançamento do Windows 98, mas não conseguiu porque o juiz federal Ronald Whyte negou o pedido da empresa para que a data, inicialmente marcada para o dia 31 de julho, fosse antecipada. A Sun quer que a Microsoft altere parte do sistema operacional que contém a linguagem Java.

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