Conexão Miami (Edinelson Alves - Correspondente nos EUA)
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Disputa prejudica euro
A festa de lançamento da moeda única em Bruxelas, há uma semana, perdeu o brilho por causa da briga pelo controle do Banco Central Europeu (BCE). A tensa reunião de negociação durou 11 horas e rachou justamente os dois mais fortes parceiros: Alemanha e França. O apetite para assumir o novo cargo deixou claro que os dois países têm interesse em controlar a presidência daquele importante órgão financeiro. Isso pegou muito mal, pois se um país for beneficiado por informações privilegiadas os outros parceiros certamente estarão em desvantagem. Afinal, o que está em jogo é a independência do Banco Central Europeu. Isso significa credibilidade, transparência e medidas justas em relação aos 15 sócios do euro. Kohl X Chirac
O chanceler alemão Helmut Kohl lutou com todas as forças para garantir no cargo o seu candidato preferido, o holandês Wim Duisenberg; o presidente francês Jacques Chirac, por sua vez, insistia que a vaga deveria ser de seu compatriota Jean Claude Trichet. Ao final da negociata foi anunciada uma decisão salomônica que não agradou a ninguém: Duisenberg assume por quatro anos e depois passa o cargo para Trichet em 2002. Mas o acerto dos políticos contraria frontalmente o tratado de Maastricht, o qual determina que o presidente do Banco Central Europeu deve permanecer no cargo por 8 anos. Por conta dessa trapalhada, os dois políticos perderam preciosos pontos. Kohl, que tenta mais uma reeleição e usa como slogan de campanha por um euro forte foi criticado por ter cedido as pressões; Chirac, que retornou à França com um ar triunfalista também não foi poupado por seus compatriotas. Duisenberg ignora acordo
Técnicos do mercado financeiro europeu e altos funcionários dos bancos centrais envolvidos na formação da moeda única criticaram o jeitinho armado pelos políticos. O fato mais surpreendente aconteceu anteontem em Bruxelas, durante uma audiência na Comissão de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu, quando o futuro presidente do BCE, Wim Duisenberg, disse que não se sente obrigado a deixar o cargo em 2002. Ele classificou como absurdo o polêmico acordo firmado entre Alemanha e França para dividir seu mandato ao meio. Eu nunca declarei que ficaria no cargo por apenas quatro ou cinco anos. O que fiz foi indicar que provavelmente não cumprirei todo mandato por causa da minha idade - 62 anos. Mas a decisão de sair será minha e apenas minha, declarou o holandês para espanto dos deputados do Parlamento Europeu. Apesar de desautorizar o acerto dos políticos, a posição de Duisenberg agradou por demonstrar firmeza. Na próxima quarta-feira os 213 deputados do Parlamento Europeu vão avaliar se confirmam o nome de Duisenberg. O holandês disse que, do apoio dos deputados dependerá a sua decisão de permanecer 8 anos.Receita sob investigação
O ex-poderoso IRS - Serviço de Interno do Imposto de Renda, uma espécie de receita federal dos Estados Unidos, nunca mais será a mesma. A agência vem sendo duramente critica por políticos e contribuintes. Mas o golpe mais duro contra o leão americano foi dado na quinta-feira quando por 97 a 0 os senadores aprovaram a lei da reforma no IRS. Será criado um comitê independente para supervisionar o serviço fiscal, estabelecer um defensor independente do contribuinte, transferir a responsabilidade das investigações de erros internos do serviço para o Departamento do Tesouro e, em um conjunto de medidas pequenas, dar aos contribuintes mais direitos e poderes no caso de disputas.Amansando o leão
O leão americano sempre foi temido. Quem cai em suas garras é quase certo que ficará arruinado. A partir desse questionamento intensivo da sociedade e dos políticos, o IRS terá que justificar as suas ações. Antes seus funcionários agiam com plena autoridade. Nos casos de erro ou abuso, sempre o contribuinte saía perdendo. Durante depoimentos no Congresso, contribuintes denunciaram que foram perseguidos até a morte por fiscais da receita, além de empresas que foram arruinadas sem chances de defesa. Este é um órgão com uma urgente necessidade de mudança de cultura, disse o presidente da Comissão de Finanças do Senado, William Roth. Centenário da Pepsi
A Pepsi, segundo refrigerante mais popular dos Estados Unidos, está comemorando 100 anos. Depois do começo difícil na primavera de 1898, quando o farmacêutico Caleb Bradham passou a vender sua mistura de remédio para problemas digestivos e fadiga, na cidade de New Bern, na Carolina do Norte, a bebida acabou ganhando grande popularidade. Mas a rentabilidade foi difícil nos primeiros anos e antes de 1928, a companhia já tinha mudado de proprietário quatro vezes. Em 1931, ocorreu uma nova quebra. Nessa época a Pepsi foi resgata por Charles Guth, que era dono de uma rede de postos de gasolina na costa atlântica. Ele aumentou a quantidade de refrigerante e diminuiu o preço, justamente em 1934, durante os anos da depressão.
Apelo para a juventudeAinda na década de 50, a Pepsi deu uma nova guinada. Como a economia do país havia melhorado. Ela deixou de ser propagandeada como um xarope para os pobres e começou a ser promovida como uma bebida para a juventude. Essa tendência ainda permanece. Tanto que Cindy Crawford, Michael Jackson, Tina Turner, Michael J. Fox e até os cosmonautas da estação espacial russa Mir já promoveram a Pepsi. Com imagens de jovens fazendo loucuras radicais, a Pepsi nos Estados Unidos sempre explora o slogan próxima geração. Pepsi X Coca: velha briga
As campanhas publicitárias da Pepsi têm alcançado tanto êxito que até a campeã de vendas, a Coca-Cola, que tem 44% do mercado americano tentou imitá-la. A Coca lançou a Nova Coca, de sabor mais doce, mas o projeto fracassou. Agora a Pepsi, que tem 31% do mercado, quer renovar ainda mais a sua imagem com um logotipo tridimensional sobre um fundo azul claro. A empresa, que em 1965 mudou o nome para PepsiCo produz outras bebidas como Mountain Dew, Liptons Iced Tea, além das cadeias de comida rápida como Taco Bell, Pizza Hut e Kentucky Fried.





