Conexão Miami (Edinelson Alves - correspondente nos EUA)
Criado em meio ao final da Segunda Guerra, com 182 países filiados, o Fundo Monetário Internacional (FMI) desempenhou nas últimas décadas um papel central na economia mundial. Mas as decisões e o direcionamento do órgão estiveram longe de conseguir unanimidade de apoio. A ajuda oferecida aos países pobres pelo FMI vinham sempre acompanhadas de um pacote de medidas impostas, ignorando o custo social. Era a pura defesa dos interesses dos países ricos, justamente aqueles que financiam o órgão. Depois de inúmeros escorregões econômicos, agravado com a total falta de previsão das crises do México e da Ásia, o Fundo Monetário Internacional está sendo duramente criticado e questionado nos Estados Unidos.Para que serve?
Economistas e políticos de todas as tendências cobram mudanças. O grupo da direita, classifica-o como usurpador da soberania política e dos mercados livres. Já a esquerda, condena-o como um órgão de coleta para os banqueiros internacionais. E todos estão a perguntar:Para que serve o FMI?. Essa é a questão. Num mundo globalizado em que decisões importantes são tomadas com rapidez, o velho Fundo foi classificado, em artigo escrito em conjunto por George Shultz (ex-secretário de Estado), Walter Wriston (ex-presidente do Citicorp) e William Simon (ex-secretário do Tesouro) como Ineficaz, desnecessário e obsoleto. Operação re$gate
Depois de enviar mais de US$ 35 bilhões para socorrer os países asiáticos, a situação financeira do Fundo Monetário Internacional é agonizante. Argumentando que a atuação do órgão é fundamental para socorrer países que constituem mercado importante para os Estados Unidos, o presidente Bill Clinton tenta, a toda custo, aprovar no Congresso o envio de US$ 18 bilhões ao FMI. Com o apoio de ex-presidente, Clinton publicou um abaixo-assinado de duas páginas nos mais influentes jornais dos país, mostrando a importância estratégica do Fundo Monetário para os interesses dos EUA. Os defensores da ajuda financeira do FMI alegam que o órgão não custa nada ao contribuinte norte-americano porque os empréstimos feitos pelo órgão são sempre pagos com juros - bem sabem os países quanto custam esses juros. CPI para o FMI





