Conexão Miami (Edinelson Alves - Correspondente nos EUA)
Conforme o rombo da Coréia do Sul ia crescendo, mais os parceiros ricos ou instituições econômicas eram convidados a dividir o prejuízo. O Fundo Monetário Internacional entrará com US$ 21 bilhões; o Banco Mundial prometeu mais US$ 10 bilhões; o Banco de Desenvolvimento Asiático entra com mais US$ 4 bilhões; o Japão vai participar com US$ 10 bilhões; os Estados Unidos com US$ 5 bilhões; o restante da conta ficará a cargo da Austrália, Grã-Bretanha, Canadá, França e Alemanha. O dinheiro será usado, inicialmente, para reforçar as reservas em moeda estrangeira da Coréia do Sul, numa tentativa de estancar a desvalorização do won coreano. Toda essa mágica está sendo feita para que o país possa sair do buraco para depois, obviamente, começar a pagar a sua dívida externa. Natal on lineOs US$ 55 bilhões da comunidade financeira internacional destinados a socorrer a economia da Coréia do Sul, foi o golpe de misericórdia contra o orgulho coreano, o país pobre que rapidamente chegou a ser apontado como a 11ª economia do mundo. Esse é o maior salvamento econômico internacional já realizado. O pior é que os cortes rigorosos nos gastos públicos e outras medidas de asteridade só contribuirão para aumentar o desemprego. No caso coreano, desemprego é algo muito sério, pois também representa o fim do chamado emprego vitalício. Venho aqui rogar perdão ao povo coreano. Por favor, entendam a necessidade da dor econômica que devemos suportar e superar. As palavras do ministro da Economia, Lim Chang Yuel, são bem ao estilo fatalista dos orientais. O discurso do ministro na quarta-feira à noite, transmitido pela TV para todo país, foi comovente, mas não resolve o problema financeiro da Coréia do Sul e nem diminui as suas consequencias.
Quem paga a conta





