Depois que os países asiáticos passaram a ser considerados como ex-tigres, devido à instabilidade financeira da região, os Estados Unidos agora apostam tudo na América Latina. Em primeiro lugar, porque esses países compram 19% de toda exportação americana e, também, porque já não restam muitas alternativas depois desse barulho todo das bolsas de valores. O discurso do Secretário do Tesouro, Robert Rubin, durante o encontro que terá na próxima semana, em Santiago, com os ministros da fazenda dos países da região, já está preparado. Por ordem do presidente Bill Clinton, Rubin deverá dizer com todas as letras que a América Latina é uma parceira fundamental e prioritária. Ele também destacará que a região se manteve firme ante a derrocada das bolsas asiáticas. E mais: elogiará a disposição da América Latina com a liberalização comercial. Enfim, mais do que nunca o presidente Bill Clinton quer consolidar a presença das companhias americanas na região. Ele tem lamentado muito, na atual conjuntura, o congresso não ter aprovado o ‘‘fast track’’ (via rápida) para aumentar os acordos comerciais. Mas definiu que essa é prioridade de seu governo para o próximo ano.Voz e computador

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