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4 BILHÕES EM DIVISAS
Um estudo feito pelo Instituto de Política Tomás Rivera revela que os imigrantes dos Estados Unidos, principalmente os de origem hispana, enviam para os seus países US$ 4 bilhões/ano. Essa grande remessa de dinheiro serve para pequenos investimentos ou mesmo para socorrer os familiares pobres. O impacto maior dos chamados ‘‘migradólares’’ é sobre o México, Cuba, Colômbia e os países da América Central. Nos países menores e mais pobres essa divisa chega a rivalizar com o valor das exportações. Não é por acaso que os governos da Nicaraguá, El Salvador, Guatemala, entre outros países, colocam como prioridade número um no setor de política externa, a permanência de parte de sua ‘‘população’’ nos Estados Unidos. Quando o governo americano anuncia mudança na lei de imigração, esses presidentes vão a Washington negociar proteção para seus ‘‘cidadãos’’.CUBA, PORTA ABERTA
Ainda que mantenha a velha disputa de quase quatro décadas com os Estados Unidos, Cuba se abre cordialmente para receber os US$ 800 milhões/ano enviados pelos imigrantes que fugiram do regime de Fidel Castro. Esse valor foi estimado por um estudo da CEPAL - Comissão Econômica para América Latina das Nações Unidas -, referente ao ano passado. O mesmo levantamento revela que os ‘‘migradólares’’ já representam a primeira fonte de divisas de Cuba, superando o turismo e a exportação de açúcar. A CEPAL também afirma que o dólar enviado dos Estados Unidos serviu para amenizar a grave crise da economia cubana. Além dos muitos milionários cubanos que residem nos Estados Unidos, há uma outra explicação para justificar os US$ 800 milhões de remessa: milhares de famílias estão divididas. É caso de pais que fugiram de Cuba deixando filhos, filhos que partiram deixando os pais e tantas outras situações. Os que conseguiram progresso nos EUA, assumem a condição de mantenedor dos familiares que não conseguiram sair de Cuba.CHOQUE NA

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