Conexão Miami (Edinelson Alves - Correspondente nos EUA)
LOBALIZAÇÃO DA GREVE
Com a maior greve das últimas duas décadas nos Estados Unidos - a dos 185 mil motoristas e empregados da United Parcel Services (UPS) - os sindicatos dos trabalhadores criaram novas estratégias para combater, indiretamente, os efeitos da globalização da economia. Solidariedade e até fundo financeiro para ajudar uma categoria em greve é alternativa tradicional, mas no caso da paralisação na UPS, a entidade que congrega os sindicatos norte-americanos AFL-CIO (American Federation of Labor and Congress os industrial Organizations) decidiu financiar a paralisação, injetando US$ 10 milhões por semana. O presidente dessa central sindical, John Sweeney, deu a seguinte explicação para liberar o apoio financeiro: Porque a luta deles é a nossa luta, estamos fazendo da greve deles a nossa greve. Na prática, o que está em jogo é a própria sobrevivência do movimento sindical, pois a reivindicação dos motoristas da UPS é a mesma de trabalhadores de centenas de outras empresas: pensões e trabalho de tempo parcial. O resultado dessa paralisação vai interferir diretamente nas negociações de outras companhias e de dezenas de outras categorias profissionais. Os sindicatos querem evitar o sufoco coletivo que pode representar a derrota dos trabalhadores da UPS.A





