Conexão Miami (Edinelson Alves - Correspondente nos EUA)
Comprar e gastar são verbos que refletem o grande apetite dos americanos pela prática do consumismo. Num passeio por shoppings ou supermercados é impressionante a quantidade e a variedade de produtos que estão ali, estrategicamente dispostos para seduzir o consumidor. Tudo dentro das mais agressivas técnicas de marketing. Sem contar carros Okm e outros bens de igual valor cujas ofertas e condições oferecidas são tentadoras. O preço desse consumismo voraz está provocando uma onda de falência pessoal recorde, justamente num período em que a economia dos Estados Unidos apresenta os seus índices mais otimistas de crescimento. No ano passado 1 milhão114 mil 376 pessoas declaram falência, 29% a mais do que em 95. Confirmando essa tendência, no primeiro trimestre de 97 o saldo foi desastroso para outras 318 mil e 69 pessoas que também quebraram, registrando um novo recorde nesse período.
- - -
Pesquisas feitas para analisar o porquê da quebradeira apontaram que 63% das pessoas não suportaram pagar as despesas com cartões de crédito. Além dos cartões de créditos tradicionais, as grandes redes de lojas também oferecem os seus. Os convites para gastar passam a chegar na casa do consumidor entre duas a três vezes por semana, através de revistas e jornais que trazem, especificamente, as mais variadas ofertas. E assim se abre a porta do abismo para as dívidas. Os chamados jovens da Geração X são os que mais estão complicados.
- - -
No ano passado, os consumidores entre 20 e 29 anos deviam uma média de US$ 2,4 mil em cartões, valor que representa o triplo do que deviam em 1990. Suzanne Sweetman, jovem estudante do College, totaliza uma dívida de US$ 16 mil e não tem nem idéia de como irá conseguir saldar o compromisso. Ela teve acesso ao cartão através do próprio grêmio estudantil. Preocupado com essa situação, o Congresso já incluiu na sua pauta a discussão sobre a dívida pessoal. A princípio, duas medidas poderão ser adotadas: a primeira, colocando novas normas para impedir que a pessoa tenha tanta facilidade em se declararar em situação insolvente; a segunda, cobrando mais critérios das empresas na distribuição do cartão de crédito. Apple surpreende
Num lance surpreendente, a Apple Computer, que luta para reencontrar o caminho da tecnologia para alavancar suas vendas, anunciou na semana passada que a sua, até então grande rival Microsoft, irá investir US$ 150 milhões na empresa. Não apenas pelo dinheiro: o apoio da poderosa Microsoft de Bill Gates trouxe um importante alento para a problemática Apple. Steve Jobs, um dos fundadores da empresa e considerado um gênio da criação de produtos de informática, foi o responsável pelo surpreende anuncio, justamente ele que sempre se declarou um feroz opositor da política e do estilo de trabalho de Gates. Além da volta de Jobs, a Apple, que ainda não anunciou quem será o executivo chefe da companhia, revelou outros nomes de peso que vão integrar o seu conselho de diretores: Larry Ellison, da Oracle Corp; Jerry York, da IBM e Chrysler Corp; além de Bill Campbell, executivo da Intuit.Citibank sacode





