Ednelson Alves
Correspondente nos EUA


SINAL
VERMELHO
As regras impostas pelo Brasil para aumentar a produção e a exportação de veículos ganha grande espaço na imprensa americana, devido a contrariedade do governo do governo dos Estados Unidos com essas normas. No fundo, o que está em jogo é a guerra declarada dos Estados Unidos contra a Ásia (Japão e Coreia do Sul) e União Européia pelo mercado mundial de automóveis.
PONTO ARGENTINO
A Argentina, que ganha ponto com a Casa Branca cada vez que o presidente Carlos Menem critica Cuba e Fidel Castro, novamente se aproxima mais do governo Bill Clinton, agora por se opor ao Brasil. Nesse briga comercial, enquanto o Brasil é visto como um inimigo dos interesses americanos, a Argentina é classificada como a melhor parceira dos Estados Unidos dentro do Mercosul.
OUTRA DISPUTA
Uma outra disputa que corre por fora nessa pendência dos carros é a própria liderança que o Brasil tem exercido dentro do Mercosul, sendo responsável pela expansão desse mercado para outros países. Os americanos não vêem com bons olhos esse ‘‘fechamento’’ do Mercosul e o crescimento da sua representatividade como bloco econômico. Principalmente porque os EUA sentem a perda de influência no Cone Sul, justamente num momento em que enfrenta dificuldades com seus parceiros do Nafta, Canadá e México.
OUTRA DISPUTA
Uma outra disputa que corre por fora nessa pendência dos carros é a própria liderança que o Brasil tem exercido dentro do Mercosul, sendo responsável pela expansão desse mercado para outros países. Os americanos não vêem com bons olhos esse ‘‘fechamento’’ do Mercosul e o crescimento da sua representatividade como bloco econômico. Principalmente porque os EUA sentem a perda de influência no Cone Sul, justamente num momento em que enfrenta dificuldades com seus parceiros do Nafta, Canadá e México.
SEM CONTROLE
Ao propor uma América sem fronteiras comerciais em 2.005, durante encontro de cúpula realizado em Miami, o presidente Bill Clinton sinalizava com uma política de boa vizinhança, na qual os Estados Unidos continuariam a manter a sua tradicional influência na região. Mas a globalização e o próprio interesse que o Mercosul e toda a América Latina desperta em outros mercados tem atropelado a política externa americana. Depois dos carros, certamente outras pendência virão.
FUTEBOL
DE LUXO
Além das quadras de tênis, campos de golfe, piscinas, saunas, spa, salas de musculação, marinas e outros atrativos mais, os condomínios de luxo do sul da Flórida começam a oferecer uma nova área de lazer: um campo de futebol. O objetivo é atrair brasileiros que não dispensam uma pelada durante as férias. Aconteceu no último domingo o 1º torneiro de futebol do Williams Island. Obviamente, a maioria dos 100 atletas inscritos nas diversas categorias eram brasileiros. Uma arquibancada foi construída especialmente para o evento esportivo. Nem a chuva suspendeu os jogos, assistidos por dezenas de compatriotas que se animavam com o sambão.
GANHANDO ESPAÇO
Para aumentar o campo de futebol, o Williams Island terá que diminuir o campo de golfe. Isso não é uma disputa esportiva, mas sobretudo econômica. Representa o quanto o poder de compra do real está influindo nos condomínios de luxo. As últimas pesquisas mostram que os brasileiros são responsáveis pela compra de 35% desse imóveis, que têm preço médio de US$ 600 mil, com algumas unidades custando perto de US$ 2 milhões. A concentração brasileira é muito grande, considerando que os demais proprietários desses condomínios são americanos, canadenses, europeus e de diversos países da América Latina.
JEITO BRASILEIRO
Os altos executivos desses condomínios estão viajando com frequência ao Brasil para conhecer a cultura brasileira e também aprender a falar o português. Essa investida tem dois objetivos: ao conhecer o jeito brasileiro eles passam a oferecer serviços e lazer específicos para esse público; já em relação à língua, os executivos consideram um fator importante para estabelecer uma negociação direta, sem intermediários.

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