Conexão Miami
Guerra de gigantes
O setor de telefonia vive nos Estados Unidos uma verdadeira revolução. Com a abertura, este cenário certamente vai se repetir no Brasil. O usuário deixa de ser obrigado a usar o serviço de uma única companhia que até então mantinha o monopólio. Empresas que atuavam apenas no mercado local estão disputando as chamadas de longa distância e vice-versa. É uma competição pesada, verdadeira guerra de gigantes. Vai vencer quem oferecer qualidade nos serviços, preços menores e sobretudo marketing.
AT&T X BellSouth
Na Flórida, há uma batalha particular entre a AT&T (especializada em chamadas de longa distância) e a Bell South (controladora do serviço local). Como a nova lei de telecomunicações firmada em fevereiro pelo presidente Bill Clinton permite a compra de acesso aos serviços locais, a AT&T quer entrar nesse negócio que garante milhões de dólares por ano. A MCI também busca parte do mercado local.
Marketing
Uma das estratégias para a conquista de mercado tem sido o uso do marketing de impacto junto às comunidades. Sabendo das dificuldades de caixa da prefeitura de Miami, devido a um polêmico desvio de verbas, a BellSouth não teve dúvidas: além de oferecer o serviço de especialistas em finanças para o município, ainda pagou adiantada uma dívida de US$ 2,4 milhões junto à prefeitura, que só iria vencer em um ano. A MCI doou dezenas de bolsas de estudos e a AT&T promete baixar o preço das chamadas telefônicas dos Estados Unidos para a América Latina em até US$ 0,30 por minuto.No Brasil
Outra particularidade é que essas companhias estão levando a disputa de mercado para outros países. Já atuando na América Latina, o vice-presidente da AT&T, Joseph Gusmam, afirmou que o principal mercado para a empresa, em termos de expansão, é o Brasil.
Celulares
A Northern Business Information, especialista em investigações tecnológicas, prevê que haverá um crescimento anual de 16% no mercado de América Latina de telefones celulares. A empresa estima que dos 450 milhões de habitantes da região, apenas 0,87 possui telefone celular. Ou seja, é o mercado mais promissor em crescimento nos próximos anos, segundo o estudo da Northern.
Livre comércio
Para o início do próximo século, o cenário do planeta funcionando como uma enorme zona de livre comércio permite a previsão de alterações profundas nas relações entre países. O acordo para a criação do Fórum de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico, englobando 18 países, projeta o surgimento da maior zona de livre comércio do mundo. No sábado, nas Filipinas, foram dados os primeiros passos para a concretização do acordo.
Vôo do Chile
Estabilidade, crescimento anual e a agilidade com que o Chile tem buscado novos parceiros para o seu mercado externo tem feito desse país o número um em termos de América Latina. Adrian Day, analista de investimento nos Estados Unidos, recomenda o Chile como país de menor risco de investimento na região e o que apresenta maior probabilidade de retorno.
Medo de pacote
Não é o pacote de Natal que mais tem despertado interesse na população do Equador, mas as medidas econômicas que o presidente Abdala Bucaram deverá divulgar nos próximos dias. Escaldados, mesmo sem saber o conteúdo do pacote, os equatorianos já estão tratando de bombardear as medidas. Pesquisas mostram que 74% da população percebe que virá um remédio amargo e 80% dos equatorianos estão pessimistas quanto ao futuro.
Dose cavalar
Domingo Cavallo deixou o ministério da Economia da Argentina mas continua dando a outros países a dose cavalar de mudança radical da economia. Em visita pelo México, Cavallo recomendou a vinculação da moeda local com o dólar. E discursou: Se cometem grandes erros por comprar ilusões. Os argentinos é que o digam.





