Curitiba O Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa) promove hoje fóruns em Ponta Grossa e Francisco Beltrão com o objetivo de impedir novas plantações de soja transgênica no Paraná. Os técnicos do órgão vão alertar aos produtores para os perigos de usar o produto geneticamente modificado e querem zerar a incidência de transgênicos na safra 2002/2003. A compra de sementes certificadas é o principal ponto que será abordado nos fóruns. Amanhã serão feitos encontros semelhantes em Maringá e em Cascavel.
A safra 2001/2002 de soja no Paraná deixou saldo de 99 áreas com o produto geneticamente modificado, o equivalente a 964,6 hectares. A Seab contabilizou também outras 18 amostras de sementes que estavam sendo comercializadas no Estado. O produto apreendido ainda está armazenado, apesar do Ministério Público Estadual ter recomendado a queima do produto. O secretário da Agricultura, Deni Schwartz, deve anunciar hoje durante os fóruns o que será feito com a soja transgênica.
Segundo o engenheiro agrônomo do Departamento de Fiscalização da Seab, Alvir Jacob, não devem mais ser encontradas áreas de transgênicos, porque todas as sementes que apresentaram contaminação na safra passada foram interditadas. ''Quando identificamos as denúncias rastreamos o produto no comércio e coletamos 260 amostras de sementes. Também pegamos material no campo'', relatou.
A ação do Conesa coincide com o início da comercialização dos insumos para a a plantação da próxima safra de soja. A Seab vai exigir, como o secretário da Seab já determinou, a certificação das sementes. ''Além de pedirmos a documentação comprovando a qualidade da semente, vamos fazer coleta de 6,5 mil amostras de soja para análise'', afirmou.
Integrantes da cadeia produtiva da soja vão participar dos fóruns esclarecendo os prejuízos que a plantação do grão geneticamente modificado pode causar. ''O plantio ilegal causa insegurança no mercado e desconfiança nos parceiros. Se perdermos a credibilidade, perdemos mercado'', avaliou Jacob.

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