A notícia do último sábado, de que até agosto Londrina terá um Centro Tecnológico Industrial funcionando na Escola Maria do Rosário Castaldi, no Jardim Bandeirantes, com dois cursos profissionalizantes a nível pós-médio, escolhidos pela comunidade empresarial com base nas necessidades da industrialização da cidade, é da maior importância para o futuro da região.
Há muito tempo se sabe que a formação de recursos humanos é um dos pontos fracos de Londrina na atração de investimentos, apesar da quantidade de instituições dedicadas ao assunto.Falta de planejamento
Esta foi uma das preocupações básicas do grupo que constituiu, em junho de 93, o Movimento Pró-Pólo Tecnológico de Londrina, que mais tarde tornou-se Adetec.
Numa das primeiras reuniões, na Folha de Londrina, o engenheiro Elsson Spigolon, da Copel, apresentou uma planilha mostrando a total falta de integração e planejamento entre escolas de segundo e terceiro graus da cidade.
Na época, não tínhamos cursos técnicos de alimentos, apesar de termos mestrado e doutorado nessa área, na UEL; o mesmo acontecia em áreas como Saúde, Construção Civil e outras; em contrapartida, há muito tempo temos bons cursos técnicos de eletrônica e não tínhamos Engenharia Elétrica; em áreas estratégicas, como têxtil/confecções, tudo que a cidade oferecia eram cursos rápidos do Senai...
O quadro já melhorou nos últimos anos, com novos cursos da UEL (Estilismo e Moda, Engenharia Elétrica, mestrado em Ciências da Computação), Unopar (Telecomunicações),
Cetec (Alimentos) e uma atuação cada vez mais ágil e forte do Senai. A presença do Cefet de Cornélio Procópio, formando suas primeiras turmas, também ajuda.
Mas o recente processo de industrialização está mostrando que Londrina ainda está longe de ser competitiva nessa área.Vínculo com PDI

mockup