Conectividade (Tadeu Felismino)
No Paraná o reconhecimento ainda não chegou a tanto, embora a Adetec, com quatro anos de experiências bem-sucedidas, esteja à disposição para repassar seu conhecimento a outros municípios.
Até o momento, o apoio mais efetivo tem partido da SEID - Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Desenvolvimento, graças à sensibilidade do secretário Nélson Justus e respaldo da vice governadora Emília Belinati.
Para 1998, também o Banestado e a Secretaria de Agricultura estarão apoiando um projeto coordenado pela Adetec, a RURALTECH-98, graças a três pares de pés vermelhos: Neco Garcia e os deputados José Tavares e Hermas Brandão.CITS e a língua universal
Outro caso paranaense de sucesso é a participação do CITS - Centro Internacional de Tecnologia de Software de Curitiba - de um projeto do Instituto de Estudos Avançados da ONU, o Universal Networking Language, que pretende desenvolver uma língua universal para a Internet, pondo um fim ao atual domínio do idioma inglês nas comunicações.
Trata-se de um sistema de armazenagem e processamento de informações na Internet, que permite a cada usuário acessar a rede no seu próprio idioma (o sistema traduz da e para a língua do interlocutor). Até 2000, as 12 principais línguas mundiais estarão integradas.
O Brasil, através do CITS, é o país responsável pelos trabalhos relativos à língua portuguesa.Softex seleciona projetos
O Núcleo Softex do Norte do Paraná, coordenado pela Adetec, está realizando sua quinta seleção de projetos. Nesta chamada, que tem prazo até 14 de fevereiro, serão atribuídas bolsas do CNPq, num total de R$ 100 mil, a projetos da região que mostrarem potencial de exportação.
Em menos de dois anos e com menos de R$ 500 mil do CNPq, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, o Programa Softex 2000 operou uma pequena - mas consistente - revolução nas empresas de software do eixo Londrina-Maringá.
São 12 projetos incentivados, 10 empresas no projeto Rumo à ISO 9000, 20 empresas no pioneiro Pólo Oracle de Tecnologia e, o principal, pelo menos 5 empresas em condições de começar a exportar, uma delas - a Autosoft - preparando-se para se estabelecer na Incubadora Internacional de Negócios de San Jose, EUA, capital do Vale do Silício.Varig em Londrina
Atrasou um pouquinho, mas agora é pra valer: A Varig volta a operar no Aeroporto de Londrina a partir desta quinta feira, 15 de janeiro. O percurso do Boeing 737-200 será Guarulhos-Londrina-Campo Grande-Guarulhos; na sequência o trajeto inverte: Guarulhos-Campo Grande-Londrina-Guarulhos, o que significa um vôo direto Londrina-Guarulhos na faixa das 19 horas, ótimo para quem usa conexões internacionais. Quem mais está entusiasmado com a novidade é o gerente da Varig em Londrina, Nilmar Vieira.Gina em Brasília
Uma das melhores cabeças paranaenses na área de tecnologia, criadora da primeira Incubadora Tecnológica do Paraná, a INTEC de Curitiba, e com participação decisiva na criação do Parque Tecnológico de Cascavel e da Adetec, a pé vermelho Gina Paladino acaba de mudar-se para Brasília. A pedido do também paranaense Sérgio Azinelli, que comanda o Instituto Euvaldo Lodi - IEL-Nacional - Gina foi emprestar um pouco do talento que lhe sobra. Esperamos que temporariamente.Embrapa em alta II
Uma nota apressada e sumária desta coluna, algumas semanas atrás, gerou controvérsias entre técnicos do Centro Nacional de Pesquisa da Soja, da Embrapa Londrina.
Portanto, aí vão algumas informações complementares:
* A área de soja com variedades da Embrapa e parceiros era de aproximadamente 20% da produção nacional em 1989;
* A partir daí houve um crescimento gradativo, que intensificou-se nos últimos três anos com uma política mais agressiva da atual diretoria da Embrapa-Nacional, em parcerias e negócios tecnológicos, e uma excelente atuação da chefia e equipe de Londrina;
* Atualmente, a soja da Embrapa está em todos os estados do Brasil, graças a 27 parcerias com institutos estaduais, fundações privadas e unidades da própria Embrapa, com destaque para 400 produtores e algumas cooperativas que têm investido alto em novas variedades;
* As estimativas sobre a participação das variedades da Embrapa na produção nacional são divergentes: de 60% para a própria empresa, de 74% para a Abrasem e de mais de 80% para produtores de sementes conveniados.
Divergências à parte, aos 23 anos de idade (incompletos), o CNPSoja da Embrapa-Londrina tem muita coisa boa a comemorar.TADEU FELISMINO, jornalista, professor da UEL e coordenador da Adetec, escreve neste espaço às terças.
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