Conectividade (Tadeu Felismino)
Conectividade (Tadeu Felismino)
Cidade Industrial ganha forma
-Para quem esperava que o Plano Diretor da Cidade Industrial de Londrina fosse um grande loteamento industrial, o anteprojeto apresentado nesta semana pelo arquiteto Jorge Wilhein foi uma agradável surpresa.
O espaço tecnológico, por exemplo, previsto para a divisa norte do conjunto Mister Thomas, ficará próximo a uma área de convivência com lojas, restaurantes, quadras esportivas, às margens de um dos três lagos previstos, rodeado por um belo bosque.
Na entrada sul da Cidade Industrial, pela histórica Estrada dos Pioneiros (antiga ligação com Ibiporã), o anteprojeto prevê a implantação do Centro de Convenções e o Tele Porto da Sercomtel.
Tudo ainda passível de discussão e alterações, mas indicando que a equipe de Wilhein está preparando para Londrina uma Cidade Industrial a nível de primeiro mundo.
A primeira discussão pública do Plano Diretor está prevista para 28 de outubro, às 18 horas, no auditório da Codel.PDI a todo vapor
-Enquanto a Cidade Industrial ganha forma, a equipe do PDI - Plano de Desenvolvimento Industrial de Londrina, capitaneada por Alex Canziani e Kentaro Takahara, intensifica o marketing da cidade para atrair novos empreendimentos.
Entre os cotados, dois são grupos americanos fortes no setor de embalagens, um deles para avicultura, indicando que a vinda da Dixie Toga, que constrói em Londrina a maior indústria de embalagens da América Latina, pode render outros frutos.
Outros projetos em negociação: uma fábrica de tratores agrícolas, através de joint-venture entre empresas européia e brasileira; fábrica de triciclos tuc-tuc (grupo tailandês); implantação de Escola Americana para atender filhos de executivos; implantação de condomínio de indústrias químicas numa grande tecelagem da cidade; empreendimento de reciclagem e tratamento de resíduos industriais (grupo japonês); indústria no setor de telecomunicações (grupo japonês).Kumho
-De todos os novos projetos em negociação, nenhum recebe mais torcida (e até alguns rojões) do prefeito Antonio Belinati, que a fábrica de pneus coreana Kumho.
Além de tudo que pode representar para o futuro da cidade e região, em termos de inovação e resultados sociais e econômicos, esse projeto marca a volta de um jovem e talentoso empresário de Londrina, do ramo de pneus, cuja ausência da cena pública local e estadual tem sido muito sentida.
No mês passado, representantes da empresa coreana estiveram em Londrina, depois foram a Paranaguá e Curitiba, onde ficaram reunidos por quatro horas com o governador Jaime Lerner e equipe. A reunião terminou com assinatura de protocolo e uma foto para a história.Pólo de Cosméticos
-Cresce entre as empresas do setor a idéia de que Londrina está se transformando num Pólo de Cosméticos. Já são 12 empresas de expressão, lideradas pela Pepilon, Krisbelt e Vitturia, com grande projeção nacional. Entre as pequenas, a Natureen, instalada na Incubadora Industrial de Londrina, começa a operar com todo gás, apesar dos dois anos esperando registro de seus produtos no Ministério da Saúde.
Mas a maior novidade do setor fica por conta da IDB, que acaba de nascer de uma associação entre seu fundador, médico Roberto Piraino, e duas empresas de capital de risco locais, a Londritec S.A. e a Lyon S.A.
Também instalada na Incubadora Industrial, mas com 45 fórmulas desenvolvidas na Argentina e já patenteadas até nos EUA, a IDB sai na frente no mercado bio-cosmético, ou seja, produtos que incorporam conceitos e princípios de medicamentos, de alta resolução e sem contra-indicações.
Nós estamos no estado-da-arte em termos de cosméticos e vamos entrar com tudo no mercado de vendas porta-a-porta - diz Carlos Claret Sencio Paes, presidente da Londritec.Mapin
-Meses atrás eu anunciei, neste espaço, que a primeira loja Mapin fora do eixo Rio-São Paulo viria para o Auto-Shopping de Londrina. Recentemente, a imprensa anunciou a instalação do Mapin no Catuaí. Data maxima venia, coleguinhas, eu sustento minha informação. Se não fosse contra meus princípios, até aceitaria apostas.Chore Time
-Londrina às vezes surpreende. Lá no Parque das Indústrias Leves, perto da Comaves, funciona a matriz latino-americana da Chore Time, gigante mundial em automação para avicultura.Mercado Futuro
-E a Bolsa de Mercadorias & Futuros prepara diversas ações para aumentar a participação do mercado futuro na comercialização da produção agrícola nacional, hoje de apenas 10% de um montante de R$ 80 bilhões. Uma dessas ações é a implantação de escritórios em Varginha (MG) e Campo Grande (MS). Aqui pra nós: será que não está na hora da Sociedade Rural do Paraná fazer uma visitinha para o presidente da BM&F, Manoel Felix Cintra Neto, lá em São Paulo?
TADEU FELISMINO, jornalista, professor da UEL e coordenador da Adetec, escreve semanalmente neste espaço.
E-mail: [email protected]





