Imagine uma grande festa anual, em Londrina, chamada Dia de Maringá, trazendo milhares de maringaenses para passear e fazer compras, e também empresários para apresentar seus produtos e serviços e fechar negócios com empresários de Londrina.
Se a sua ‘‘xenofobia’’ suportou essa ‘‘visão’’, então tente imaginar o contrário, um Dia de Londrina em Maringá, em que os londrinenses seriam atraídos por transporte barato, prêmios e diversas atrações a passar um dia na Cidade Canção, conhecendo as belezas e o que Maringá produz de melhor.
Esta foi uma das idéias surgidas no encontro na última quarta feira, na Associação Comercial e Industrial de Maringá, promovido pelos presidentes da Acim, Hélio Costacurta, e da Acil, Abílio Medeiros, visando a integração da região para o fortalecimento econômico, social e político do Norte do Paraná.
Há também idéias de longo prazo, como a estruturação de uma agência regional de desenvolvimento e a retomada do Metronor, programa que pretendeu, na década de 70, viabilizar uma Metrópole Linear do Norte do Paraná. Um grupo de trabalho, com membros das duas cidades, começa na próxima semana a estudar a operacionalização das propostas de integração.O vértice mais fraco
Uma das motivações para essa aproximação entre as duas cidades, eternamente separadas pelo provincianismo, é a constatação de que o Paraná caminha para se tornar um dos estados mais competitivos do País, ainda mais com a implantação do Anel de Integração, que está conectando as principais regiões do Estado através de rodovias duplicadas, canais de telecomunicações, centros de formação profissional, universidades etc.
No contexto do Estado, porém, a região Norte é o vértice mais fraco do triângulo, por não ter os atrativos naturais de Curitiba (capital, porto, etc...) nem do eixo Cascavel-Foz do Iguaçu (fronteira do Mercosul).
Assim, em vez de desperdiçar oportunidades com rivalidades pueris, as lideranças de todo o eixo Maringá-Londrina terão que mostrar competência acima da média para que o Norte não fique definitivamente para trás.Bioinseticida contra o ‘‘Aedes’’
O inseticida ecológico produzido pela Universidade de Londrina, que tem sido utilizado com excelentes resultados no combate biológico a mosquitos, borrachudos e pernilongos em várias cidades da região, poderá começar a ser produzido em escala industrial nos próximos meses, também como arma para combater o ‘‘aedes aegypt’’, mosquito transmissor da dengue.
Uma proposta dos coordenadores do projeto, Olívia Arantes e José Lopes, do Departamento de Biologia da UEL, para implantação de uma usina piloto para fabricar o bioinseticida para todo o estado, como produto de prateleira (hoje é artesanal), utilizando recursos do Programa Nacional de Erradicação da Dengue, já foi aprovada pelas secretarias de Saúde dos municípios da Amepar e no início de julho será analisada a nível de estado, antes de ir para Brasília.
Se der certo, será o único produto brasileiro a competir com importados, bem mais caros.Encontros do PDI
Um doce para quem adivinhar qual é o principal problema das indústrias químicas de Londrina e região. Por incrível que pareça, é a tremenda burocracia para se obter um registro junto aos órgãos ‘‘competentes’’ de Brasília, sem o qual a empresa não pode comercializar cosméticos, produtos de limpeza, remédios etc.
Esta foi uma das constatações dos dois primeiros ‘‘Workshops’’ do PDI - Plano de Desenvolvimento Industrial de Londrina, realizados pela Codel e Adetec nesta semana, e que reuniram mais de 50 empresas em dois dos quatro segmentos que o Plano apontou como prioritários para Londrina - Fármaco/Químicos e Alimentos.
Os encontros geraram dois Grupos Temáticos, que começam em julho a enfrentar seus problemas e, também, a estruturar Programas de Qualidade, visando tornar esses segmentos industriais mais competitivos a nível nacional e internacional.
Os Encontros do PDI continuam nas próximas terça (têxtil/confecções) e quarta (eletro-eletrônicos), sempre às 18 horas no auditório da Codel.Software ‘‘pé vermelho’’
nos Estados Unidos
E o assessor de marketing do Núcleo Softex Norte do Paraná, Carlos Martins, embarca hoje para um curso de seis semanas (400 horas) sobre ‘‘Marketing de Software’’ nos Estados Unidos, levando um catálogo com 33 produtos da região, para ser apresentado a ‘‘publishers’’ e investidores americanos.
Aliás, foi uma agradável surpresa ler a coluna do Ednelson Alves (Conexão Miami), neste mesmo espaço, na última terça feira, com uma entrevista com o Alex Lucena, do Escritório Softex de Fort Lauderdale, na Flórida, falando sobre o grupo de 30 brasileiros que vai fazer o curso da Nova University. Parabéns à ‘‘Folha’’ por manter um profissional nos Estados Unidos.
Tadeu Felismino, jornalista, professor da UEL e coordenador da Adetec, escreve neste espaço aos sábados.
E-mail: [email protected]

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