Cláudia Lopes
De Londrina
Londrina deve ganhar uma nova rede de su permercados em março do próximo ano. O Supermercados Condor está negociando a compra de um terreno de 11.300 metros quadrados da família Mortari, pioneira no município, para construir uma unidade que deverá gerar 320 empregos diretos. No local, funcionou por muitos anos a Cerâmica Mortari, inaugurada em 1940 e desativada há mais de 20 anos. O investimento previsto no negócio é de R$ 10 milhões.
O proprietário do Supermercados Condor, Pedro Zonta, disse ontem à Folha que o contrato de intenção de compra da área foi assinado na semana passada. O terreno está sendo comprado por cerca de R$ 1 milhão, segundo ele. A área ocupa um quarteirão na rua Acre, ao lado do estádio de futebol Vitorino Gonçalves Dias, na zona central. No local, que tem ainda hoje vários barracões, funciona a casa de shows Tubarão, além de outros pequenos comércios.
Pedro Zonta espera oficializar a concretização do negócio até o final deste mês. ‘‘Pretendemos começar a construir o empreendimento em setembro e inaugurá-lo em março do ano que vem’’, adiantou. Nesta semana, alguns operários começaram a fazer os cálculos do solo no terreno para levantar se o projeto se encaixa à lei de zoneamento da prefeitura de Londrina.
O novo supermercado Condor contará com a maior área de venda do grupo, com cinco mil metros quadrados. Atualmente, a maior unidade da rede fica em Ponta Grossa e tem 4,200 metros quadrados de área de venda.
Ao todo, o empreendimento deverá ter uma área construída de 20 mil metros quadrados, divididos em dois andares, sobreloja e garagem subterrânea, segundo Zonta. ‘‘Vamos construir sete lojas que serão alugadas para locadoras de fitas de vídeo, confecções e outros segmentos, além de um área de alimentação com três lanchonetes’’.
Fundado há 25 anos em Curitiba, o grupo Condor tem hoje 17 lojas espalhadas pelo Paraná. Na região metropolitana de Curitiba, existem nove unidades. No norte do Estado, o Condor inaugurou uma loja Apucarana em 1986, uma em Arapongas em 1992 e uma em Maringá há quatro anos.
‘‘Há muito tempo queríamos nos instalar em Londrina’’, conta Zonta. Segundo ele, uma pesquisa de mercado feita neste ano indicou que existe um nicho a ser explorado no município, que é o de cheques pré-datados. ‘‘Nenhum supermercado de Londrina dá prazo no cheque. Também vamos trabalhar com grande variedade, vendendo cerca de 25 mil itens’’.
O supermercado não vai comercializar linha branca (geladeiras e freezers) e eletrodomésticos. Zonta disse que a empresa espera também repartir o bolo de consumidores com a concorrência local, através de um atendimento diferenciado.
O Condor gera atualmente 2,1 mil empregos diretos em toda a rede. No ano passado, o grupo faturou R$ 242 milhões. Neste ano, a previsão é de um faturamento de R$ 250 milhões. Segundo Zonta, a unidade de Londrina será responsável por 10% da receita do grupo. ‘‘Devemos fechar o ano 2000 com um faturamento de mais de R$ 300 milhões’’, prevê.
Nos próximos meses, o Condor também inicia uma série de reformas nas lojas mais antigas da rede.Rede está comprando área de 11.300 metros quadrados, na zona central, onde funcionou por muitos anos a Cerâmica Mortari
ArquivoLÍDER NOS ANOS 40No terreno que está sendo negociado com a rede de supermercado, funcionou a maior indústria de Londrina dos anos 40. Cerâmica foi desativada em meados da década de 70Dorico da SilvaHERDEIRARaquel Mortari lembra com orgulho da cerâmica, no período de ‘‘construção’’ de Londrina: ‘‘A indústria tinha dez fornos e fornecia telha para a maioria das residências da época’’

mockup