Condomínio Industrial vai avaliar impacto ambiental
Um dos critérios para avaliação das indústrias que pretendem instalar-se no Condomínio Industrial Francisco Sciarra será se a candidata provoca algum tipo de impacto ambiental. Este primeiro critério foi determinado ontem pela Comissão Especial de Avaliação dos Projetos do Condomínio, responsável por analisar os projetos das empresas interessadas.
Um estudo sobre os impactos provocados no ambiente deve começar a ser elaborado pelo IAP - Instituto Ambiental do Paraná e AMA - Autarquia do Meio Ambiente nos próximos dias. O condomínio será implantado no terreno de 110 mil metros quadrados que havia sido doado para a Pepsi-Cola Engarrafadora em Londrina, localizado na saída para Ibiporã. A área foi devolvida à prefeitura no final do ano passado.
A comissão, formada por oito representantes de diversas entidades de Londrina como IPPUL, Câmara e Sebrae, visitou a área ontem pela manhã. Seus membros foram empossados na semana passada. Por enquanto, 15 projetos - de vários segmentos - estão sendo avaliados. A intenção da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) é centralizar quatro setores no condomínio: alimentos, eletroeletrônica, metalmecânica e madeiras.
Entre 30 e 40 empresas devem participar do condomínio, além da Incubadora Industrial. A Unopar - Universidade Norte do Paraná também pretende implantar um projeto de empresa-escola no local, segundo o diretor da Codel, Paulo Bombassaro. As empresas que vão participar do empreendimento devem ser definidas nos próximos 30 dias. O condomínio, que deve gerar 1,5 mil empregos, começa a ser construído em 60 dias, prevê.
O vice-prefeito Alex Canziani também esteve ontem no terreno e afirmou que a prefeitura doará a área mas, que em contrapartida, as empresas terão que investir na infra-estrutura. A prefeitura não vai desembolsar nada. Comprada por cerca de R$ 1,2 milhão na gestão do ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida, a área - de 110 mil metros quadrados - será dividida em lotes de mil a 10 mil metros quadrados. A Pepsi devolveu o terreno com algumas benfeitorias como um galpão com 2,4 mil metros quadrados e asfaltamento de vias de acesso. Não acredito que os empresários terão que gastar muito para a construção do condomínio.
O barracão deve ser utilizado como área comum, abrigando a cozinha industrial, refeitório e creche, segundo Paulo Bombassaro. Com as benfeitorias feitas pela Pepsi, o terreno foi avaliado pela prefeitura entre R$ 1,8 milhão e R$ 2 milhões.Josoé de CarvalhoComissão de Avaliação de Projetos na visita ao Condomínio IndustrialCláudia Lopes





