As 40 empresas que irão participar do Condomínio Industrial Francisco Sciarra, em Londrina, devem ser definidas nos próximos 30 dias, segundo o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), José Cândido Muller Júnior. A primeira reunião da comissão responsável pela avaliação técnica dos interessados em instalar-se no condomínio foi realizada ontem à tarde no auditório da Codel.
Tomaram posse os 16 membros de entidades como Sebrae, Câmara de Vereadores, IPPUL, IAP e Acil, que compõem a comissão. ‘‘Também foi determinada a metodologia que será usada no trabalho’’, conta Muller. A comissão é que vai determinar os parâmetros e critérios de análise dos projetos. A escolha das empresas será feita numa segunda etapa.
‘‘A comissão definirá a distribuição dos lotes industriais do condomínio e as necessidades comuns das empresas participantes’’, diz Muller. O condomínio - que leva o nome do pai do atual secretário de Estado da Indústria e Comércio, Eduardo Sciarra - funcionará no terreno de 110 mil metros quadrados que havia sido doado para a Pepsi-Cola Engarrafadora, na saída para Ibiporã.
A área foi devolvida à Codel pela Companhia Cervejaria Brahma, que assumiu o controle das operações da Pepsi no Brasil em outubro passado com algumas benfeitorias - um barracão de 2,4 mil metros quadrados, além do asfaltamento da via de acesso, terraplenagem, água e luz. O barracão será utilizado como área comum do condomínio. A distribuidora da Pepsi-Cola passou a funcionar no início deste mês na antiga fábrica da Skol, no bairro Cervejaria.
Muller diz que 15 solicitações de interessados foram entregues ontem para análise posterior da comissão, que se reunirá semanalmente (todas as sextas-feiras) na Codel. Entre as solicitações, estão empresas de artefatos de concreto, móveis, fumo e alimentos. ‘‘A Codel resolveu montar a comissão para que avaliação fosse feita por membros de entidades de classes que representem toda a comunidade londrinense. Isso democratiza o processo e minimiza a possibilidade de erros’’.
Juntas, as 40 empresas devem desembolsar a metade do valor do terreno, comprado na gestão do ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida por cerca de R$ 1,2 milhão. ‘‘O custo da infra-estrutura comum deve representar 40% do preço da área’’, diz Muller. ‘‘O valor da contrapartida é menor do que se o empresário fosse investir num terreno isolado. Além do galpão industrial, se precisasse construir refeitório, ambulatório médico, centro de treinamento e centro esportivo, iria gastar muito mais’’.
Segundo Muller, várias empresas estão interessadas em fazer parte do condomínio, que tem previsão para começar a ser construído daqui a 180 dias. ‘‘A entrega deve acontecer 180 dias depois’’, calcula. O tamanho dos lotes irá variar de mil a dois mil metros quadrados. ‘‘Mas podem até ser maiores, dependendo da necessidade da empresa e do número de empregos gerados’’, diz Muller. O condomínio, que deve gerar 1,5 mil empregos diretos, também abrigará a Incubadora Industrial de Londrina. ‘‘Vamos transferir a Incubadora para evitar o gasto com o aluguel do barracão onde funciona atualmente, de R$ 5 mil’’.Paulo WolfgangCândido Muller, ontem, em reunião com empresários locaisCláudia Lopes

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