Condições de trabalho comprometidas
Curitiba - Um estudo coordenado pela Força Sindical, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior concluiu que a falta de investimentos está comprometendo as condições de trabalho nas metalúrgicas da Região Metropolitana de Curitiba. A pesquisa, divulgada ontem num evento na capital, apontou que 95% das prensas das 20 pequenas e médias empresas investigadas têm mais de 11 anos de uso.
As entidades concluíram também que as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (Cipa) nas metalúrgicas são ineficazes, que falta proteção adequada em torno do maquinário e que os trabalhadores desconhecem o funcionamento detalhado dos equipamentos. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), a falta de segurança e os equipamentos obsoletos contribuem para acidentes de trabalho, que em alguns casos até provocam mutilações.
Vamos exigir investimento em treinamento de funcionários e em equipamentos e requisitar interdição das empresas que se recusarem a melhorar as condições de trabalho, disse Núncio Mannala, diretor de saúde do SMC. Ele apontou que em média a cada ano 30 mil trabalhadores paranaenses sofrem lesões nas mãos e nos braços em decorrência de acidentes de trabalho.
A Folha não conseguiu localizar nenhum diretor do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Mecânicas (Sindimetal) para comentar o assunto. Também ontem, vários sindicatos realizaram um ato público na Boca Maldita, no Centro de Curitiba, para divulgar o Dia Mundial em Memória dos Vitimados pelo Trabalho.





