HOBART - Um tribunal da Austrália sentenciou ontem Martin Bryant, de 29 anos, acusado do massacre de 35 pessoas na Tasmânia, em abril, à prisão perpétua por cada um dos assassinatos, sem direito à liberdade condicional. O juiz William Cox, da Suprema Corte da Tasmânia, afirmou, ao ler o veredito, que o jovem é ‘‘anormal’’ e que deve permanecer o resto da vida na cadeia porque será sempre uma ameaça à sociedade enquanto viver.
‘‘Objetivamente é muito difícil imaginar um crime mais cruel do que este’’, disse o juiz. Há duas semanas, Bryant finalmente confessou ser o autor do crime, depois de negar por mais de seis meses, afirmando que estava surfando na hora do crime. O massacre aconteceu no dia 28 de abril em um parque turístico de Port Arthur, na Tasmânia.
Durante as audiências na corte esta semana, testemunhas afirmaram que as primeiras 12 pessoas foram mortas por Bryant em apenas 15 segundos enquanto almoçavam em um café do parque, embora tenham suplicado por clemência. A defesa alegou que o assassino estava mentalmente perturbado.

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