Concurso quer incentivar qualidade da cafeicultura
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terça-feira, 22 de março de 2005
Vera Barão<br>Reportagem Loca 
Na década de 60, o café abriu fronteiras e firmou o País como o maior produtor mundial. Mais de 40 anos depois, o Brasil volta a liderar o ranking internacional. Sinônimo de bons negócios e lucratividade, o produto ganha destaque com o Concurso Café Qualidade 2005 promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic) a ser realizado na segunda quinzena de novembro em Cabo de Santo Agostinho, no Recife, durante o Encontro Nacional da Indústria de Café. A etapa estadual, promovida pela Câmara Setorial de Café do Paraná, será lançada na Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, no mês que vem.
Para definir as normas do concurso representantes da Abic, da Câmara Setorial, Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina, Empresa Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) entre outros da cadeia produtiva do café se reuniram ontem no Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). O objetivo do concurso, segundo o presidente da Abic, Guivan Bueno, é incentivar o produtor a obter a qualidade do café. ''O Brasil é hoje o maior produtor e o segundo consumidor do produto, mas é importante incentivar o produtor a cultivar o café com qualidades'', comenta ele. O concurso é aberto para todos os produtores, independente do tamanho da área plantada.
Só para ter idéia, as sacas premiados no Concurso Café Qualidade Paraná 2004 foram comercializadas por valor quase 70% maior do que o praticado no mercado. Hoje, o preço da saca beneficiada normal está em torno de R$ 280, mas na época era de R$ 220. A qualidade do café, informa o gerente da Câmara Setorial do Café no Paraná, Francisco Galli, depende basicamente da forma de cultivar, tratar (adubar), secar e beneficiar. Obedecendo esses critérios o resultado é de um café extramente superior.
Para este ano as estimativas com a safra não são tão favoráveis. De acordo com Galli, a safra no Paraná sofre queda significativa em relação a 2004, quando foram colhidas 2,5 milhões de sacas. Para 2005, a previsão é de 1,5 milhão de sacas.


