Concurso premia produtores que obtém café de qualidade
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quinta-feira, 26 de setembro de 2002
Benedito Teles<br>Equipe da Folha 
Ribeirão Claro O Laboratório de Análise e Degustação de Café em Ribeirão Claro (24 quilômetros a leste de Jacarezinho) divulga, hoje a partir das 13h, o resultado do 6º Concurso de Qualidade do Café. 80 amostras de café foram inscritas no concurso regional. O objetivo do concurso é premiar os produtores que se aprimoram e obtém destaque na qualidade do café produzido na região. Os técnicos informaram que os classificados são dos municípios de Ribeirão Claro, Tomazina, Curiúva, Santo Antônio da Platina e Joaquim Távora.
A premiação será realizada na Associação Atlética Ribeirão Clarense. Serão premiados o primeiro colocado na categoria café cereja descascado e os cinco primeiros colocados na categoria café cereja natural. O evento foi lançado em julho durante a Fescafé Feira Agropecuária e Industrial de Ribeirão Claro. Segundo os coordenadores, 70% das amostras são de café cereja natural e, apenas, 30% são de café cereja descascado.
O concurso é promovido pela Emater, Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Federação da Agricultura do Estado do Paraná, (Faep) Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e prefeitura municipal de Ribeirão Claro. A premiação em insumos será oferecida pela empresa de produtos agrícolas Syngenta Denorpi. Na safra 2000/2001 foram beneficiadas 11,7 mil toneladas de café com uma produtividade, em média, de 12,23. Na safra 2001/2002 a expectativa é de que a colheita oscile entre 32,3 mil a 35,7 mil toneladas, na região de Jacarezinho.
O técnico degustador de café, responsável pelo laboratório de análise e degustação de café, Roberto Jansen Barcellos, disse que a principal premiação que os produtores irão ganhar é o prestígio e a segurança de obter bons preços no momento da comercialização. O técnico explicou que com o tipo e a bebida do café definidos por meio de laudos técnicos os cafeicultores aumentam a margem de negociação junto ao comprador.
A engenheira agrônoma da Emater, em Ribeirão Claro, Denise Lutgens Rizzo, disse que o concurso premia os cafeicultores que se destacaram, mas alerta que a importância do projeto com a instalação do laboratório é permitir que o produtor possa obter a avaliação correta do produto no mercado e, em seguida, realizar o monitoramento da colheita e do desenvolvimento de seus grãos.


