Concurso de qualidade mostra bom nível do café paranaense
Oswaldo Petrin
De Londrina
A Secretaria Municipal de Agricultura e o Grupo Café composto de várias instituições apresentaram ontem de manhã, no Iapar, o resultado do 2º Concurso de Qualidade de Café de Londrina.
Um dos objetivos do projeto mostrar que o Paraná produz cafés de boa qualidade está sendo plenamente alcançado, segundo o coordenador do concurso, Francisco Barbosa. Os 43 participantes apresentaram bons níveis de qualidade, tanto em bebida como em tipo. E os cinco vencedores produziram cafés que nada ficam a dever para os melhores cafés mineiros ou paulistas. Seus cafés, quanto ao tipo, foram classificados em 4-5, o 1º colocado; tipo 5, o 2º e o 4º colocados; tipo 5-6, o 3º e o 5º colocados.
Quatro dos cinco vencedores utilizam sistema adensado, uma tecnologia paranaense recomendada pelo Iapar, e cultivam as variedades Mundo Novo, Iapar-59 e Catuai.
Avanço A evolução da qualidade média dos participantes em relação ao ano passado foi a tônica dos pronunciamentos dos técnicos envolvidos no setor: Samir Cury, secretário municipal da Agricultura; Juarez Moreira, chefe do Núcleo Regional da Seab; Carlos Murati, da Cooperativa Integrada; e Francisco Barbosa, do Denac. O Diretor Técnico-Científico do Iapar, Rogério Cardoso, garantiu que existe tecnologia para se fazer um café de muito boa qualidade.
Os concursos estão estimulando os cafeicultores a investirem na melhoria da qualidade. Segundo Barbosa, a busca da qualidade está evoluindo de tal forma que classificado em 1º lugar no concurso anterior não conseguiu se classificar entre os cinco melhores deste ano.
Preço 20% maior O retorno financeiro de quem investe na melhoria é significativo. Em média, os cafés concursados valem entre 20% e 25% acima dos preços médios dominantes no mercado para cafés de bebida dura, tipo 6 para melhor. Esse percentual representa em média mais de R$ 30,00/saca, ao preço de hoje do mercado (R$ 200,00/215,00/saca). Sobre os cafés sem descrição de bebida, a vantagem do preço seria bem maior que os 25%.
O esforço do Grupo Café Londrina é melhorar a imagem do café paranaense. O Paraná produz qualidade, mas às vezes são vendidos como cafés paulistas ou mineiros para evitar deságios.
Barbosa acha que o Ministério da Agricultura só deveria emitir os Certificado de Exportação mediante apresentação do Certificado de Origem. Isto daria uma identidade para os cafés do Paraná evitando distorções.
Vencedores Os cinco vencedores pela ordem: Luiz Takao, do Distrito de São Luiz; Kasuo Moriya, da Água Três Bocas; Alfeu Sebastião Bessa, do Espírito Santo; Sussumo Takegani, da Maravilha, e Antônio J. Brito, de Primavera.





