Concorrentes enfrentam seca e limitações físicas
No caso dos concorrentes brasileiros, José Vicente Ferraz, da AgraFNP, cita a Austrália que, além de ter uma parte de seu território uma região semi-desértica, enfrenta também uma grave seca. ''Especialistas já indicaram que a Austrália será o primeiro país a sofrer mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global. Aquele país registrava estiagem prolongada a cada cinco ou dez anos e, agora, têm ocorrido todos os anos'', explicou. A Austrália também enfrenta limitação para expandir o rebanho, devido às regiões áridas. Os australianos são líderes mundiais em receitas de exportação porque têm acesso a mercados que pagam mais pelo produto, como Japão e União Europeia.
Outro grande exportador mundial, a Índia tem problemas culturais. Como os bovinos são considerados sagrados, o País explora mais as criações bubalinas, que são menos valorizadas no mercado. Já o maior problema do Uruguai é a limitação física, apesar de o País enfrentar uma estiagem esporádica. ''A atividade pecuária é tradicional e já são bastante produtivas'', disse Ferraz. Sobre o Paraguai, ele salientou que a longo prazo (em 10 anos) pode se tornar um player importante no mercado internacional. ''Até há potencial para crescer (as criações), mas o país (Paraguai) ainda é pouco importante nas estatísticas mundiais'', comentou. (F.M.)





